Athirson aposta em 2x0 para Flamengo: "Gols de Paquetá e Vinicius"

FOX SPORTS: É preciso puxar do fundo da memória. Muitos torcedores que estarão no Maracanã não haviam nem nascido. Mas o último título internacional do Flamengo já completa 18 anos. Na noite desta quarta-feira (13 de dezembro) o Rubro-Negro pode encerrar esse incômodo jejum com um remanescente daquele grupo que conquistou a Mercosul em 1999.

Um dos pilares do time do técnico Reinaldo Rueda, Juan não é a única semelhança entre as duas equipes. Pelo menos é o que garante o ex-lateral do Flamengo, Athirson, campeão pelo clube da competição continental. Em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br o ídolo rubro-negro lembrou o último troféu internacional do clube e exaltou o experiente zagueiro de 38 anos, que segundo ele mantém estilo de quando iniciou sua carreira.

Foto: Divulgação
“O Juan é um cara fantástico! Um cara simples, humilde e principalmente muito frio. Pode estar caindo o mundo durante o jogo que ele está ali do mesmo jeito. É um jogador de outro nível, não à toa disputou duas Copas do Mundo. Está jogando muito até hoje porque se cuidou a carreira toda”, disse.

A ausência de Guerrero, punido pela FIFA por um ano pelo uso de substâncias indevidas, lembra um caso que também aconteceu no título da Mercosul: os dois grupos perderam seu centroavante titular durante o torneio.

Em 99, Romário deixou a concentração do clube para curtir uma festa. O fato revoltou o presidente Edmundo dos Santos Silva que não pensou duas vezes e rescindiu o contrato do baixinho. O Flamengo não contou com seu principal jogador nos quatro últimos jogos.

“Não era qualquer um, era o Romário. E Romário é Romário. O grupo sentiu muito aquilo. Era o artilheiro da competição. Quem chamava a responsabilidade. O principal ídolo. Foi um dos maiores que nós já tivemos. Mas é uma coincidência. Tomara que o desfecho também seja igual”, afirmou.

Relembrando a campanha vitoriosa da Copa Mercosul, uma outra coincidência deixa Athirson animado. O adversário da decisão em 2017 é o Independiente, que o Flamengo venceu nas quartas de final naquela ocasião. Assim como é fundamental hoje, o fator casa fez a diferença para os cariocas.

“São coisas que fazem a gente lembrar aquele título. Era acima de tudo o um grupo muito forte. Que tinha uma filosofia ofensiva e sabia usar a força da torcida e do Maracanã. Em casa, vencemos o Independiente por 4 a 0, depois o Peñarol por 3 a 0 e na final o Palmeiras por 4 a 3”, lembrou.

As semelhanças não param por aí. A formação do elenco rubro-negro, com a utilização de vários jogadores da base, deixa Athirson ainda mais confiante.

“Existe uma semelhança entre os dois elencos, pois as duas equipes fizeram uma mescla com jogadores novos e experientes. Hoje você tem Vizeu, Paquetá, Vinicius Junior, César… em 99 tinha eu, Juan, Lê, Reinaldo. Com outros mais velhos como o Rodrigo Mendes, Fábio Baiano, Maurinho…”

Revelado pelo Flamengo, Athirson faz questão de exaltar a base do clube. Para o jogo de volta da final, é exatamente nesses meninos que o ex-lateral confia para sair com o título.

“Meu palpite é 2 a 0. Gols de Paquetá e Vinicius Júnior, que são pratas da casa como eu. É o placar que a gente precisa. Até pra não sofrer tanto, ir para os pênaltis… Quero ver a torcida gritando ‘é campeão’ no Maracanã de novo!”

Confira outros trechos da entrevista:

DOPING GUERRERO

“O Flamengo não tem a nada a ver com o fato, já que tudo aconteceu quando ele estava com a seleção peruana. É uma situação muito delicada. Até porque ele não pode pagar o pato se foi induzido a tomar algum medicamento. Quando a gente é atleta, apenas obedecemos aos médicos. Nós não estudamos para saber sobre aquilo, os profissionais que estão ali sim”

CASO DE DOPING EM 2000   

“Até hoje não sei bem o que aconteceu. Até porque eu só tomava o que o Flamengo me dava. Quando eu jogava, não colocava um gole de álcool na boca. Então realmente aquilo me pegou de surpresa. O clube conseguiu provar de onde veio o erro e por isso eu fui absolvido”

TESTE NAS CATEGORIAS DE BASE DO FLAMENGO

“Quando jogava no América, me destaquei em um jogo contra o Flamengo e fui convidado para teste no futebol de campo. O problema é que me passaram o horário errado, quando eu cheguei, todos os meninos já haviam ido embora. Acabei passando o dia todo na Gávea, esperando para fazer um teste no futsal a noite. Fui aprovado e depois de algum tempo levado para o campo, onde fiquei até chegar ao profissional”

SAÍDA DO FLAMENGO PARA JUVENTUS

“Eu quase fui para o Barcelona, mas houve o impeachment do presidente e eles não puderam contratar ninguém. Quando eu cheguei na Itália, tive um problema grave de queda de plaquetas. Ninguém na época soube diagnosticar exatamente o que era. Aquilo me prejudicou muito. Me sentia cansado. Apenas quando eu voltei ao Brasil, descobriram que era dengue”

ARREPENDIMENTO

“Antes de sair do Flamengo, eu estava em um grande momento, sendo convocado para a Seleção, o maior ídolo do time naquela ocasião… Depois da passagem pela Juventus tentei voltar, recuperar o tempo perdido, mas não consegui. Se eu pudesse voltar no tempo eu faria diferente. Não teria saído. Provavelmente teria ido à uma Copa do Mundo”


Athirson faz questão de exaltar a base do clube. Para o jogo de volta da final, é exatamente nesses meninos que o ex-lateral confia para sair com o título.



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