Bastidores: Flamengo reclama de tratamento do Independiente

A tradicional ida de dirigentes e alguns membros da comissão técnica ao gramado antes do aquecimento foi proibida.

GLOBO ESPORTE: Se Reinaldo Rueda e jogadores deixaram Buenos Aires satisfeitos pela convicção manifestada de que atuaram bem na derrota por 2 a 1 para o Independiente, tal sentimento não se repetiu em relação ao tratamento oferecido pelo Rojo nos últimos dias.

Dirigentes rubro-negros se irritaram com o fato de o Independiente ter cumprido à risca o regulamento da competição ao não permitir que o Flamengo fizesse reconhecimento do gramado do Estádio Libertadores de América com chuteiras.

Liberaram apenas com tênis, o que fez a delegação carioca desistir de ir ao campo - preferiram ir à Bombonera, onde tiraram fotos após treinar no CT da Bombonerita, na terça-feira.

Presidentes de Flamengo e Independiente - Foto: Divulgação
Vale lembrar que tal restrição já foi adotada em jogos realizados no Maracanã recentemente, mas, na semifinal, o Flamengo permitiu que jogadores e comissão do Junior Barranquilla utilizassem chuteiras.

Nesta quarta-feira, outra veto foi imposto à delegação flamenguista. A tradicional ida de dirigentes e alguns membros da comissão técnica ao gramado antes do aquecimento foi proibida.

Perrengue após o apito final
Não relacionados para a partida, Alex Muralha, Renê, Lincoln, Mancuello, Rafael Vaz, Geuvânio e Gabriel passaram por aperto depois que o duelo se encerrou. Os sete, acompanhados de seguranças e membros da delegação, ficaram presos por cerca de uma hora até serem liberados para encontrar os companheiros.

Motivo: a falta de estrutura do estádio obrigava que atletas precisassem dar a volta pela parte externa para acessar o vestiário, situação que fez a polícia segurar o grupo. Junto a eles, profissionais de imprensa do Lance!, Uol e Esporte Interativo. Os três explicaram ser jornalistas e que precisavam passar pelo bloqueio para participar da coletiva. Não foram ouvidos.

Além deste problema, jogadores e jornalistas precisaram se abaixar frequentemente para assistir ao jogo. Foram posicionados num local onde havia uma marquise que atrapalhava muito a visão da partida. Aos profissionais de imprensa, não foi oferecido Wi-Fi.

Violência fora do estádio
Não houve registro de torcedores rubro-negros feridos, mas não foi por falta de tentativa dos torcedores rivais. Alguns dos que foram escoltados pela polícia no retorno do estádio, garantem que houve pedradas em diversas áreas de Avellaneda e próximo do Obelisco, em Buenos Aires.

Tio de Vinicius Júnior, Ulysses Leão, que veio acompanhar o sobrinho, afirmou ao GloboEsporte.com que o vidro próximo do banco onde estava sentado não explodiu por pouco.


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