César revela estratégia em pênalti e fala sobre câimbra: "Queria ficar"

O goleiro do Flamengo também precisou pedir atendimento médico por duas oportunidades.

SPORTV: Após quase dois anos sem entrar em campo em uma partida oficial pelo Flamengo, o goleiro César brilhou na vitória por 2 a 0 sobre o Junior Barranquilla, nesta quinta-feira. O arqueiro, inclusive, defendeu um pênalti, cobrado por Chará, no segundo tempo. Em entrevista ao "Troca de Passes", o jogador afirmou que sua estreia em 2017 foi muito melhor do que ele poderia imaginar.

- Na verdade, eu só queria fazer o melhor, como eu sempre me predispus a fazer. Mas a gente estava confiante de que a vitória viria. Se eu pudesse passar despercebido, se não tivesse nada, já estaria muito feliz. A forma como foi, como a partida se encaminhou desde começo, eles tiveram muitas chances de fazer gol, e a gente conseguiu controlar. Foi muito mais do que eu poderia imaginar, com certeza - disse o goleiro.

César comentou a sua defesa no pênalti cobrado por Chará. Ele afirmou que estudou o atacante colombiano e sabia que o atacante bateria no seu canto esquerdo.

César, do Flamengo, pegando pênalti contra o Junior Barranquilla - Foto: Gilvan de Souza


- Claro que, quando a gente pega um pênalti, fica muito feliz. Ainda mais na circunstância que foi. A gente estava ganhando por 1 a 0, e o empate incendiaria mais o jogo. Eu pude comemorar, mas foi rápido, pensando já na próxima jogada. Eu aguardei o máximo que eu pude e pulei para a esquerda. Eu queria agradecer ao Wellington, ao Vitor Hugo e a toda equipe. A gente pode estudar os jogadores. A gente analisou junto o Chará. Nas últimas três batidas de pênaltis, ele fez os gols e bateu nesse canto. Tentei perceber a corrida dele, se ele manteria a mesma coisa. Ele manteve, eu saltei para a esquerda e consegui fazer a defesa.

A primeira defesa de César na partida foi logo aos 5 do primeiro tempo. Em cobrança de falta, Chara rolou para Mier, que bateu com força de fora da área. César, mesmo com muitos jogadores à sua frente, espalmou. O goleiro afirmou que este lance lhe deu mais confiança.

- Na verdade, até um pouco antes do jogo, eu conversei com o Vitor e ele falou uma coisa para mim. Às vezes, a primeira bola pode ser decisiva. O que ele me passou foi o que eu tinha pensado durante a semana. Eu poderia acertar ou poderia errar, e isso não poderia influenciar no meu jogo. Quando eu fiz a defesa, isso me motivou muito. Dá confiança. Mas eu tinha no meu coração, no meu pensamento, que, se eu errasse ou acertasse o primeiro lance, eu precisava me manter sereno para continuar a partida. Graças a Deus, eu fui coroado com uma defesa logo no começo. Certamente isso me deu um pouco mais de confiança sim.

O goleiro também precisou pedir atendimento médico por duas oportunidades. César disse que já previa que poderia sentir cãibras, por conta do longo tempo sem jogar. Mas disse que só sairia se as dores ficassem insuportáveis.

- Eu bati muitos tiros de meta no primeiro tempo. Cheguei a pedir um comprimido que ajudasse na cãibra. Eu sabia que poderia ser mais tenso, porque eu estava muito tempo sem jogar. No segundo tempo, eu bati a primeira, a segunda, e começou a doer. Quando eu fiz uma saída de gol, minha panturrilha travou muito. Eu não conseguia mais, tive que esperar. Não dava para eu continuar em pé naquele momento. Eu tive que cair. Na segunda, foi ainda mais forte. Eu só sairia mesmo se fosse algo insuportável e eu percebesse que eu ia acabar atrapalhando o time. Se continuasse daquela forma, muito forte, eu teria que sair. Mas, na verdade, eu queria ficar até o final.

O Flamengo enfrenta o Independiente na final da Sul-Americana. As partidas serão no dia 6 (em Avellanada) e 13 (no Maracanã), com transmissão ao vivo do SporTV.


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