Conmebol veta US$ 400 mil de premiação do Flamengo

GILMAR FERREIRA: É difícil a situação do Flamengo nos bastidores da Conmebol _ bem difícil.

Por isso vai demorar um pouco mais o anúncio da punição a ser estabelecida pelo Comitê da Unidade Disciplinária da entidade.

Administrativamente, já houve retenção de US$ 400 mil do valor a que o clube tem direito por ter chegado à final da Sul-Americana.

É o valor máximo previsto no regulamento para aplicação de multas em casos de infrações ao regulamento da competição em disputa.

Foto: Gilvan de Souza
As imagens das câmeras do circuito interno do Maracanã, exibidas pelo Fantástico na noite de domingo, agravaram o que já era de difícil defesa.

Além do presidente Alejandro Rodriguez, executivos e funcionários de empresas que estavam a serviço da Conmebol viveram noite de pânico.

Histórias de desconforto e medo tanto na chegada ao estádio quanto no descida ao gramado para a entrega de troféus e medalhas.

Todos fizeram questão de anexar seus depoimentos ao processo.

Porque, é bom que se saiba, a Unidade Displinária que julgará o caso é tida como um órgão independente à diretoria da entidade.

Fato que desde os incidentes da semana passada provoca discussões pelos corredores da entidade.

Porque para membros da diretoria que assumiu a Conmebol no final de 2016 os distúrbios ferem mais do que o regulamento da competição.

E se chocam com o empenho de Alejandro em mudar a imagem da entidade.

E um dos exemplos entre os tantos citados é o trabalho de valorização dos torneios da entidade com parceiros e patrocinadores.

As cenas de torcedores invadindo bares e tomando mercadorias de ambulantes credenciados levantaram novos questionamentos.

Sobretudo de ordem comercial.

Tipo o que poderia ter custado à Conmebol se houvesse na final da Sul-Americana as ativações de marketing de marcas, como ocorre nas finais da Libertadores.

Portanto, para dirigentes e funcionários que viveram na carne o pavor daquela noite, a punição ao Flamengo deveria ser exemplar.

Algo bem mais severo do que os U$ 400 mil estipulados como teto, somados a dois jogos com portões fechados.

Essa punição é a que hoje se especula pelos corredores, às vésperas do sorteio dos grupos da Libertadores de 2018.

Acontece que o Comitê Disciplinar é independente e irá apreciar o caso levando em conta a frieza do regulamento e de suas medidas punitivas.

A banca será composta pelo paraguaio Eduardo Gross, pelo venezuelano Amarilis Belisario e pelo chileno Juan Aldunate.

E, apesar de ficar clara a série de infrações cometidas, Flamengo e Independiente terão tempo para se explicar.

Sim, porque o clube argentino também é acusado de ter cometido infrações no jogo em Avellaneda _ principalmente de natureza logística.

Os casos de racismo dos torcedores argentinos serão punidos com multa ao clube.

O presidente Eduardo Bandeira de Mello, que já está no Paraguai, verá hoje que a situação não está "favorável" para o Flamengo.

Mesmo assim, como já falamos por aqui, a exclusão do clube carioca na edição do próximo ano ainda é algo improvável.

Pela repercussão e pela disposição da Conmebol em encontrar a dose certa das medidas punitivas, o julgamento irá demorar um pouco mais do que o previsto.

E o Flamengo ainda poderá recorrer da decisão _ se for o caso.

O presidente Eduardo Bandeira de Mello, que já está no Paraguai, verá hoje que a situação não está "favorável" para o Flamengo.


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