Dinheiro, torneios e exposição. Flamengo não perdeu só um título

Mas quando as lágrimas secarem, vão perceber o prejuízo. O muito dinheiro e exibição que o clube perdeu.

COSME RIMOLI: Perder a Sul-Americana vai muito além para o Flamengo. A perda do título vai muito além do que a decepção da maior torcida do país. Atingir 18 anos sem conquistas internacionais. Não. Diante do elenco mais barato e menos valorizado do Independente, o clube carioca perdeu dinheiro e exposição. Na Europa e Oriente.

O campeão da Sul-Americana embolsou R$ 16 milhões. Cinco a mais, no cômputo geral que o Flamengo. Só que ganhou o direito de disputar três competições. A Recopa, enfrentando o Grêmio, vencedor da Libertadores. A Suruga em um confronto no Japão, contra o campeão japonês. E a Supercopa Euroamericana, contra o campeão da Liga Europa, o Manchester United.

Réver, jogador do Flamengo, cabeceando com toca de piscina - Foto: Buda Mendes/Getty Images
Graças a estes três torneios, o Independiente deverá chegar a R$ 30 milhões. Somando premiações e transmissão dos confrontos.

O Flamengo gastou cerca de R$ 60 milhões para montar essa equipe. O Independiente gastou R$ 8 milhões. A folha de pagamento flamenguista bate nos R$ 10 milhões. E do time argentino, R$ 6 milhões.

Fosse uma empresa, os responsáveis pelo futebol flamenguista estariam demitidos.

Mas como o futebol é 'amador', o fracasso não tem maior consequência.

O presidente Bandeira de Mello garantiu que Reinaldo Rueda seguirá no clube. Assim como o executivo de futebol, Rodrigo Caetano. Ou seja, a estrutura será mantida.

Basta ter paciência para contar. Desde 2013, com Bandeira de Mello como presidente, o clube disputou 21 torneios. Venceu três. Uma Copa do Brasil e dois cariocas. Foram 18 desilusões. Com direito a três derrotas em finais.

A recuperação econômica do Flamengo é impressionante.

O clube devia cerca de R$ 800 milhões quando Bandeira de Mello assumiu, em dezembro de 2012. Hoje, deve cerca de R$ 360 milhões. O que é um feito. Principalmente se o Flamengo fosse um banco. Como é um clube de futebol, com maior número de torcedores no Brasil, dentro de campo, o rendimento é fraquíssimo.

Se o Flamengo comemora como maior feito em 2017 a conquista do sexto lugar no Brasileiro e a garantia da disputa da Libertadores em 2018, um grande cúmplice é o Conselho Deliberativo. Bandeira de Mello segue seu trabalho sem ser contestado, questionado de verdade. A omissão é algo surreal.

Rueda já avisou aos dirigentes.

Quer voltar em 2018, mas exige reforços.

Ou seja, mais dinheiro será gasto em jogadores.

A diretoria flamenguista segue irritada e depressiva.

Pensa no título da Copa Sul-Americana.

Mas quando as lágrimas secarem, vão perceber o prejuízo.

O muito dinheiro e exibição que o clube perdeu.

O vice campeonato foi muito além de um troféu a menos...


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