Estamos na final

Já seria o Flamengo 2018 surgindo forte e equilibrado diante dos nossos olhos e precisando apenas de alguns ajustes? Está fundada a Fla-Mais.

BOTECO DO FLA: Por Mercio Querido

Vi uma pá de gente da torcida Fla-Mas, uma das que mais cresce, ponderando nas redes sociais e diminuindo um pouco a classificação. Comentários geralmente baseados em “não jogou nada” ou “foi pra lá se defender”. De qualquer forma, como com o Ano Eleitoral de 2018 teremos que conviver com uma facção pior ainda, a Fla-Anti-Fla, vamos fazer ouvidos de mercador e seeeeeegueee o jogo...

Foi uma partida eficiente. E quem esperava show ou um Flamengo avassalador conquistando uma vitória fácil sobre a aguerrida equipe do Junior Barranquilla, ou estava hibernando em boa parte de 2017, ou transita em uma realidade paralela mais distorcida que o Flamengo visto pelos olhos dos antis ou da Smurfada.

Reinaldo Rueda comemorando classificação pelo Flamengo com  Velasco e Redin - Foto: Gilvan de Souza


O cartão de visitas dos gringos logo aos 4 minutos naquela cobrança de falta assustou e ajudou ao mesmo tempo. O lance nem valia mais nada, mas o bom reflexo do César fez a Nação (e provavelmente o próprio goleiro) dar uma respirada de semi-alívio com um “Sim, parece em forma”. No mais, a equipe colombiana fez durante o primeiro tempo algo que estamos muito acostumados a ver por essas bandas rubro-negras: um domínio arame liso. Foram 11 finalizações no primeiro tempo, mas César pouco precisou trabalhar nesse mesmo período. Confesso que ia até twittar no intervalo uma piadinha comparando a vida do nosso arqueiro com a série “Sob a Redoma”, dada a proteção na base da disposição que nossa meta teve na noite de ontem. Digitei e apaguei achando que podia azarar o treco essa mini-comemoração parcial.

Fundamental o nosso começo de segundo tempo. Os gringos partiram pra dentro, como era de se esperar... E o Vizeu deu uma reproduzida no gol do Fernandinho, marcado um dia antes na Final da Libertadores. Mais pressão dos gringos e nosso sistema defensivo correspondeu bem, dando trambolhões e chutões sem a menor moderação pra tudo quanto é lado. Quando dava errado, César passava segurança entre uma cãibra e outra.

Pra completar a festa e corroborar a nossa espetacular vitória sem show, pênalti defendido sob os olhares um tanto quanto constrangidos do Muralha, e mais um gol do Vizeu pra carimbar de vez o passaporte para a Argentina, local da primeira partida da Final.

Diego e Everton Ribeiro continuaram discretos, a exemplo do jogo no Maraca. A garotada da casa foi o destaque outra vez. César, Paquetá, Vizeu... E o menino Juan, cada vez mais jovial e preciso em suas interceptações.

Assistir a outra semi eu não assisti, mas já ouvi quem fez comentar que esses colombianos formam um time bem melhor que o do Independiente. Se rolar o mesmo empenho de ontem, provavelmente vamos acabar percebendo que nossos sofrimentos em prol da vaga na Liberta 2018 via Brasileiro, causados por certo desleixo no trato com a competição nacional, foram em vão. Não só isso como também nossa ligeira e discreta torcida pelo título do Grêmio para ampliar a zona de classificação.

Como seguro morreu de velho... O negócio é usar o clima dessa semiconquista em terras colombianas e explorar o desespero do Vitória na luta contra o rebaixamento no jogo de domingo. Hmmmm... Posso falar? Jogou bem no segundo tempo contra o J. Barranquilla; jogou bem contra o Santos e acabou derrotado por falhas individuais; exibição eficiente ontem. Em caso de nova boa apresentação no domingo e outras boas duas partidas na decisão do título... Já seria o Flamengo 2018 surgindo forte e equilibrado diante dos nossos olhos e precisando apenas de alguns ajustes? Está fundada a Fla-Mais.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.


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