Ex-craques do Flamengo aprovam a bola da Copa do Mundo

Campeão mundial em 1981, Adílio aprovou a leveza, jamais experimentada nos tempos de talentoso meia de um time histórico.

EXTRA GLOBO: A bola da Copa de 70, ícone do futebol por sua simplicidade, foi fonte de inspiração para o modelo a ser usado no Mundial da Rússia, no ano que vem. Pelé e Bobby Moore viram apenas o lado cruel da moeda, uma realidade costurada quase cinco décadas antes do couro que vai comer na próxima Copa.

Dura? Leve? Rápida? A nova Telstar, da Adidas, foi testada em um treino do time master do Flamengo, por sugestão do Jogo Extra.

- Feliz é quem vai disputar uma Copa com essa bola - elogiou o atacante Nélio, ídolo dos anos 90: - Gostei porque é branca com detalhes pretos. A visibilidade é bem melhor no jogo.

Foto: Marcelo Theobald / Extra
Campeão mundial em 1981, Adílio aprovou a leveza, jamais experimentada nos tempos de talentoso meia de um time histórico.

- Peguei algumas muito pesadas, duras. Tinha que bater com mais força. E, para dar uma curva à trajetória, tinha de bater de trivela.

A bola, como o mundo, dá voltas. Se é boa para quem chuta, talvez não seja o melhor presente para quem vai receber o petardo. O ex-goleiro Ubirajara, de 70 anos, alertou para o perigo a que seus discípulos estarão expostos na Rússia:

- A gente jogava com a bola Drible, costurada a mão. Ela vinha em linha reta. Essa nova flutua. Oscila ao ganhar velocidade, pois é leve. O goleiro não vai poder tomar nenhuma iniciativa, definir o ângulo. Não vai conseguir fazer a leitura da viagem da bola. É traiçoeira demais.

Tão traiçoeira, que até ele teve vontade de dar seus bicos nela. Famoso por ter feito um gol na Portuguesa chutando de sua área, na Ilha do Governador, em 1970, Ubirajara acha que poderia ir mais longe nos dias de hoje.

- Com essa bola, eu não teria feito só um gol chutando da minha área. Se consegui marcar, chutando uma bola pesada de um gol ao outro, eu teria feito dois ou três gols com essa aqui.

Uma vantagem para os craques

Os masters do Flamengo aprovaram a bola da Copa da Rússia. Mas com uma ressalva: não é qualquer perna de pau que vai se dar bem com ela, não.

- Essa bola exige uma precisão maior no chute - alertou Nélio.

- Os lançamentos podem não sair com muita eficiência - emendou Ubirajara.

Pior para os cabeças de bagre, mas melhor para os craques. No passado, nem eles, com toda competência, tinham vida fácil nos dias de grama molhada e lama.

- Antigamente, a bola inchava na chuva, ficava pesada. Atrapalhava a gente na hora de uma cobrança de falta ou escanteio. Essa é praticamente impermeável - elogiou Adílio.

Já Gilmar Popoca, meia-esquerda que se destacou na seleção que foi aos Jogos de 1984, em Los Angeles, prefere recordar um período em que a redonda rolava macia:

- A bola Tango, da Copa de 78, foi a primeira com essa leveza. A gente não precisava nem chutar forte porque ela ganhava velocidade



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