Fim do Brasileiro só comprova como a fórmula é boa

Porque vascaínos e atleticanos vão torcer para o Flamengo colocar uns na fase de grupo e outros na chamada pré-Libertadores.

FOLHA DE SÃO PAULO: Juca Kfouri

Nenhum paulista venceu na última rodada do Brasileirão: o Corinthians, o Palmeiras e a Ponte Preta perderam fora de casa e o Santos e o São Paulo empataram em seus estádios.

Assim mesmo um foi campeão, outro vice e o terceiro ficou em terceiro: Corinthians, Palmeiras e Santos.

E o São Paulo ainda alimentou até quase o fim de seu jogo no Morumbi, com mais de 60 mil torcedores, a possibilidade de ganhar uma vaga na Libertadores.

Pará, Rafael Vaz e Rhodolfo comemorando classificação do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza


Pela via do pornográfico G9, o que dá lugar a mais da metade dos times que não caíram para a Série B, desde que o Flamengo ganhe a Copa Sul-Americana.

O que fará o Galo sonhar com a vaga que esteve perto de poder ser desejada pelo São Paulo.

A derradeira rodada garantiu dois times improváveis na primeira fase da Libertadores: o Vasco e a Chapecoense.

O Vasco, justiça seja feita, segundo prometeu Eurico Miranda, talvez sua única promessa cumprida nas últimas três décadas.

E a Chapecoense um ano depois da tragédia que abalou o mundo do futebol e segue transtornando a vida das famílias dos que morreram.

A Série A do ano que vem terá quatro clubes nordestinos: Bahia, Vitória e Sport, que permaneceram, e o Ceará, que subiu.

O Sul perde dois times, o Coritiba e o Avaí, mas tem de volta o gigante Inter e o Paraná Clube.

Os dramas vividos na Ilha do Retiro, onde o Sport derrotou o campeão; no Barradão onde o Vitória levou a virada do Flamengo, garantido na fase de grupos da Libertadores, no fim do jogo e acabou salvo pelo segundo gol da Chape, na Arena Condá, que derrubou o Coritiba; no estádio Nilton Santos que viu o Cruzeiro virar e o empate tirar o Botafogo da Libertadores; em São Januário, com Nenê batendo pênalti na trave quando estava ainda 1 a 0 e que mataria o jogo com a Ponte Preta; o jogo de sete gols no Horto, com os meninos do Grêmio levando o Galo à loucura até a vitória por 4 a 3 –mais dois gols de falta de Otero, o maior especialista do ramo em nosso futebol.

Quase tudo com casas cheias, porque o campeonato por pontos corridos só acaba quando termina.

Este, de 2017, por sinal, nem isso.

Porque vascaínos e atleticanos vão torcer para o Flamengo colocar uns na fase de grupo e outros na chamada pré-Libertadores.

Tem quem não goste. Azar deles.

ACELERA, AGRIPINO

Anos após fundar o ridículo "Cansei", João Agripino Doria cansou de brincar de prefeito e, ainda com menos de um ano de gestão, quis brinquedo maior, o Brasil, mas foi com tanta sede ao pote que o quebrou.

Agora se contenta, ao insistir em desrespeitar o eleitor, com um folguedo menor, embora enorme, o Estado de São Paulo, quem sabe com a finalidade de fazer com o mar paulista o que pretende com o Pacaembu e Interlagos: privatizar tudo, velozmente, como os automóveis passaram a trafegar nas marginais, autorama assassino que tantas mortes já causou e ainda causará, segundo revelou ontem (3), o repórter Fabrício Lobel, nesta Folha.

Para punir os maus políticos, os paulistanos apostaram no Agripino que esconde o nome, mas não imaginaram sua ambição desmedida e sem noção.

Acelere e vote. A vítima será você.


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