Flamengo contratou mil, mas final teve apenas 484 seguranças

O efetivo do Gepe presente no policiamento interno do estádio foi de 250 policiais.

G1: As cenas de violência protagonizadas por torcedores do Flamengo sem ingressos invadindo o Maracanã na final da Copa Sul-Americana entre Flamengo e Independiente, na última quarta-feira (13), foram motivo de alerta do próprio clube uma semana antes do jogo para diversas autoridades. Em ofício enviado no dia 7 de dezembro, o clube demonstrou preocupação com a segurança da partida, e pedia "reforço máximo possível" dos efetivos de segurança que atuariam na região.

As imagens, mostradas pelo Fantástico neste domingo (17), revelam o desespero dos torcedores com a invasão do estádio. Na reunião do Plano de Ação e Contingência na quinta-feira (7) que definiu os detalhes para a partida decisiva da competição continental, na sede da Federação de Futebol do Rio (FFERJ), a Polícia Militar definiu seu efetivo como sendo de 484 policiais: 310 do Gepe (sendo 250 dentro e 60 fora do Maracanã) e 174 do 6º BPM (Tijuca). O número divulgado pela corporação, oficialmente, foi de 650 policiais. (leia nota no final da matéria)

Na lista de presença da reunião assinam representantes do Flamengo, da Polícia Militar, da Guarda Municipal, da empresa Imply, que confecciona os ingressos para jogos do Flamengo, além de membros da própria Federação de Futebol do Rio. O clube da Gávea anexou o ofício do dia 7 de dezembro à ata da reunião.

Foto: Reprodução
"Em virtude da extrema importância da mencionada partida informamos que toda a carga disponível de ingressos foram antecipadamente vendidos através do sistema de Sócio Torcedor do Flamengo, sendo exclusivamente através da internet- não havendo ingressos disponíveis para venda em bilheteria.

Dessa forma, o Flamengo reitera sua preocupação com eventual circulação de torcedores sem ingressos nas imediações do Maracanã e solicita o reforço máximo possível dos efetivos de segurança que atuarão na referida partida- além da possibilidade de ambulantes, flanelinhas e cambistas no local, fato este que pode gerar tumultos e danos", diz a nota, escrita pelo gerente jurídico de Futebol do Flamengo, André Galdeano Simões, e enviada com cópia para o Comando da PM, do Grupamento Especial de Policiamentos em Estádios, Secretaria de Ordem Pública, Guarda Municipal e para o Complexo Maracanã Entretenimento S/A, que administra o estádio.

De acordo com documentos de Frente de Trabalho entregues à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, haveria 709 stewards (seguranças internos) atuando no Maracanã, 140 orientadores de público, 180 homens responsáveis pela revista dos torcedores. Pela Guarda Municipal, foram escalados 169 guardas urbanos e 25 guardas de trânsito.

Em ata da reunião, fica claro que a PM pediu o fechamento de apenas três ruas: Avenida Maracanã, rua Eurico Rabelo e rua Mata Machado, três horas antes da abertura dos portões do estádio. E mesmo assim parcialmente, no sentido centro da cidade.

Foto: Reprodução
Nota da PM

Em nota, a Polícia Militar afirma que colocou no entorno e no interior do estádio 650 PMs e lamentou as cenas de violência antes e depois do jogo. A corporação explicou ainda que a falta de checagem e validação dos ingressos de sócio-torcedor comprometeu "de maneira indiscutível a segurança do evento".

"Sobre as imagens do circuito interno do Maracanã, a Polícia Militar reafirma que a sociedade precisa repensar que tipo de policiamento gostaria de ver em um grande evento como os jogos que ocorrem no estádio. É inadmissível interpretarmos com naturalidade cenas de selvageria de supostos torcedores. O problema vai muito além da Segurança Pública.

A Corporação mobilizou mais de 650 policiais militares, um efetivo muito maior do que o empregado em clássicos dos campeonatos Estadual e Brasileiro, como também da Copa do Brasil.

Vale lembrar ainda que o sistema de checagem de ingressos na "Last Mile" ficou impedido de ser realizado, uma vez que milhares de torcedores tinham validar seus ingressos, comprados através do programa sócio-torcedor, nos guichês do Maracanã. Tal medida inviabilizou a verificação prévia de quem tinha ou não ingresso, comprometendo de maneira indiscutível a segurança do evento."


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