Flamengo: derrota no placar, vitória no desempenho

Mas o fato de ter saído na frente na final da Sul-Americana, não dá aos argentinos a tranquilidade esperada para o jogo de volta.

GILMAR FERREIRA: O Independiente fez valer a condição de mandante.

Criou uma atmosfera contagiante em Avellaneda e, apesar de ter sido surpreendido pelo gol de Rever no início, venceu por 2 a 1.

Mas o fato de ter saído na frente na final da Sul-Americana, não dá aos argentinos a tranquilidade esperada para o jogo de volta.

Pelo contrário: se o Flamengo repetir a aplicação e o equilíbrio demonstrados neste primeiro jogo o troféu fica no Rio.

Cuéllar em Independiente x Flamengo - Foto: Getty Images
E não é achômetro, palpite ou vidência.

É constatação, óbvia até. Coletivamente, o time do Flamengo evoluiu muito com o frescor oferecido por jovens, como Lucas Paquetá e Felipe Vizeu.

Ganhou novas opções de aceleração pelo meio, e já não depende tanto do jogo com os laterais.

Ouso dizer que foi a salvação para um final de ano tão turbulento com a oposição fazendo pressão nas internas e a torcida cobrando resposta.

O Independiente de Ariel Holan é uma equipe treinada para as metas de time copeiro, como o Grêmio, por exemplo.

E tem ao menos cinco jogadores a guia-lo ao ataque: Sánchez Mino, Meza, Benítez, Barco e Gigliotti.

Se valem da cartilha europeia de não carregar a bola, levam cerca de 30s com ela nos pés, e atacam os espaços vazios.

Ora com toques curtos e rápidos, ora com passes largos e bem planejados.

Não é, portanto, um time fácil de ser encarado em seu campo numa final de copa continental.

Por isso insisto ue vejo o Flamengo em evolução, mais acostumado ao ritmo dessas competições, e com maturidade.

É claro que há ajustes a serem feitos!

Mas a boa leitura do jogo, a aplicação e o novo ritmo já falado acima mostram a renovação da força ou o encarne da mística rubro-negra.

O Independiente sentiu o ímpeto e terá de se reinventar.

Li e ouvi gente se queixando de quatro pontos:

1) Da falta de ofensivida de Trauco, autor do crizamento para o gol de Réver, o sétimo do ano;

2) Da nulidade de Pará, que salvou o empate minutos antes de os argentinos fazerem o 1 a 1;

3) Da inoperância de Éverton Ribeiro;

4) Da displicência de Willian Arão.

Quatro pontos que podem ter, de fato, atrapalhado o todo.

Mas que precisam serem lidos com um pouco mais de lucidez.

Rueda prende os laterais, pede a aproximação dos meias e exige que os volantes estejam aptos a atacar, sempre atentos à ultrapassagem de meias e laterais.

E ligados, é claro, na possibilidade imediata da recomposição defensiva.

É o estilo de jogo que o colombiano quer dar ao Flamengo: sólido na defesa, voraz no ataque.

E só poderemos julgar quem tem os predicados para ter a vaga entre os 14 quando o time tiver no auge de suas formas física e técnica.

Não agora, com o tanque de combustível na reserva...


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