Flamengo derrota o Vasco e mantém hegemonia no Sub-19

Yuri Corrêa impactou com a sua fala. O sentido de irmandade do jovem ressalta aos olhos, além da felicidade pela façanha.

GARRAFÃO RUBRO-NEGRO: por Enéas Lima e Rafael Rezende

A supremacia do Flamengo na base segue a todo vapor. Após vencer o Estadual Sub-14 e 15, foi a vez de sair vitorioso no Sub-19 pela terceira vez consecutiva. Atuando em seus domínios, o Rubro-Negro fez um jogo primoroso contra o Vasco e venceu, por 84x62, fechando a decisão, melhor de três, em 2-0. O troféu ficou em ótimas mãos e o motivo é um só: o time não começou a competição bem, mas reagiu, se encontrou e cresceu na hora certa. Jogadores experientes, como Danilo Monteiro e João Vitor França, contribuíram cirurgicamente nesse sentido.

Foto: Divulgação
Dois momentos foram determinantes para o começo da virada de chave: a vitória diante do Tijuca, fora de casa, no segundo turno (60x49) e a semi contra o Botafogo. Por se tratar da 'despedida' de Francesco Martini, a partida no TTC ganhou ares de decisão. Neste dia, Assunção, JV, Thiago Carvalho e Yuri estavam inspirados. Na série versus o alvinegro, o terceiro confronto foi marcado para a véspera da estreia do clube na LDB. Muitos achavam que poderia rolar uma preferência, mas não foi o que aconteceu: 75x57 e vaga garantida na final.

Posteriormente, veio o campeonato nacional Sub-20. E a partir daí, foi possível notar a evolução citada no primeiro parágrafo. O elenco todo se agigantou na fase de São Paulo, sob comando de Rodrigo Carlos. Goiano e João Camargo, que chegaram no início do ano, mostraram seu valor. Os demais, mantiveram o ritmo. E, evidentemente, o retorno de Felipin foi a cereja do bolo. Todos esses fatores, aliados à competência do grande Paulo Chupeta, fizeram a engrenagem funcionar. Conquista irrefutável.

Joãozinho assumiu a responsabilidade e só faltou fazer chover. Consciente de que ajudou, o garoto reconheceu que a mudança de postura foi primordial e se mostrou orgulho por estar presente em um título tão significativo.

- A sensação é de dever cumprido, de felicidade mesmo. Passamos por muitas coisas e esse título premia tudo. Fazer parte desse time é um orgulho, considero todos meus irmãos da vida. Voltamos da LDB com outro ritmo de jogo, não tinha como ser diferente. É um campeonato mais velho e isso, especificamente, aumentou a confiança do grupo. Sem contar a volta do Felipin, que foi essencial. Nos fechamos na hora certa e conseguimos fechar a série em 2-0. Eu esperei o ano todo por esse momento, apareci quando a equipe precisou e fico feliz por ter ajudado, mas sei que posso mais. Gostaria de deixar registrado meu muito obrigado ao elenco e ao Paulo Chupeta, que acreditou em mim - comentou e gratificou.

Yuri Corrêa impactou com a sua fala. O sentido de irmandade do jovem ressalta aos olhos, além da felicidade pela façanha. Exemplo de perseverança, o armador assumiu que está difícil de acreditar em tudo que aconteceu.

- A ficha ainda não caiu. Depois de nove anos jogando Federação, poder ser campeão pela segunda vez, no clube que a minha família ama, é algo que não tem preço. Acredito que alívio é a palavra que melhor resume tudo, trabalho cumprido, porque quando começamos um projeto, o objetivo é sempre ganhar. Passamos por algumas dificuldades ao longo da temporada, nosso grupo se formou recentemente, mas montamos uma grande relação. Então, conquistar esse título tem um gosto mais especial por ter sido com meus amigos. Tivemos a oportunidade para crescermos no campeonato da CBC e nas primeiras fases da LDB. Aproveitamos. Evoluímos bastante, e temos muito que crescer, porém, acredito que essa conquista mostra o potencial que temos. Meu primeiro ano no Flamengo foi, sobretudo de aprendizado. E era isso que eu queria, me desafiar para tentar melhorar como atleta e pessoa. Deu certo e construí amizades - relatou.

Felipin não voltou para ser um mero coadjuvante, mas para somar, como disse em entrevista concedida no dia do primeiro duelo. Retornou para se superar, com a mentalidade de vencedor que todo esportista tem que ter.

- É uma sensação muito boa, e por tudo que o Flamengo fez por mim, eu sentia que devia isso ao clube. Essa conquista tem um sabor diferente. Voltar de uma contusão numa final e sair coroado com o título é um sonho. Não consigo pensar em algo melhor. Não quero tirar a grandiosidade dos outros, mas esse foi um dos mais importantes pra mim pelo gostinho da superação. Foi uma mistura de sentimentos: emoção, felicidade e êxtase. Queria sair gritando pela quadra, abraçar meus companheiros, minha família e correr. Foi um momento de alegria ímpar. Até porque, não esperava retornar tão bem. Tenho que confessar que estava nervoso e com medo disso atrapalhar, mas passou rápido. Consegui focar, e com um time desses, não é difícil jogar (risos). Quero agradecer à Deus, primeiramente, por me proporcionar essas coisas boas, e a todos que me deram força e mandaram mensagens positivas - complementou.



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