Flamengo não sabe aprender com os erros

ESPN FC: Por João Luis Jr.

Você pode culpar o juiz. Você pode culpar o pênalti duvidoso, culpar a cera argentina, você pode culpar o clima de guerra, a falta de acréscimos, a Conmebol, a polícia militar, as medidas do governo Temer, o mercúrio retrógrado, se você for desses. Fatores externos não faltam para explicar, justificar e descrever a derrota dessa quarta-feira que nos fez terminar 2017 com muita expectativa, muita frustração, absolutamente nenhum sucesso.

Mas a questão é que times grandes, times vencedores, não colocam a culpa no que está acima do seu controle. Reclamar dos outros é uma saída fácil e covarde, ainda mais num momento em que existe tanta coisa mais importante a ser reclamada sobre nós mesmos.

Lucas Paquetá caido em Flamengo x Independiente - Foto: Buda Mendes/Getty Images
Falta no Flamengo que os jogadores decisivos decidam. Que as grandes contratações justifiquem sua vinda, que os líderes fora do campo liderem dentro dele, que os jogadores que são pagos para chamar a responsabilidade realmente façam essa função e não sejam omissos nas horas que a equipe mais precisa. Jogar no Flamengo não é fácil, jogar no Flamengo não é uma tarefa simples e fica claro que muitas vezes o que serve pra outros clubes não credencia de maneira alguma um jogador a encarar o desafio que é vestir o manto rubro-negro.

Também falta saber diferenciar o que funciona do que não funciona e agir de acordo. Se jogadores como Paquetá, César, Juan deixaram claro que existe uma espinha dorsal totalmente criada na base e 100% rubro-negra para 2018, outros nomes, como Vaz, Muralha, Gabriel, Pará, tiveram todas as chances possíveis e deixaram claro apenas que não têm condições de continuar no clube nem como sócios, cabendo ao departamento de futebol garantir que na próxima temporada esses jogadores não possam nem mesmo usar a piscina da sede social, já que eles podem causar prejuízo ao clube quebrando o toboágua.

2017 precisa, acima de tudo, marcar para o Flamengo duas coisas. Primeiro a morte da crença de que o sucesso financeiro é um caminho direto para o sucesso esportivo, e não apenas um dos alicerces na construção de um time vencedor. E depois o fim de uma imensa série de decisões equivocadas dentro do futebol do clube, marcadas basicamente pela incapacidade dos responsáveis de reconhecerem seus erros e buscarem uma correção de rota antes que fosse tarde demais e o navio rubro-negro estivesse tão longe da costa que não fosse mais capaz de encontrar seu rumo, numa versão esportiva do padre dos balões.

Tivemos um ano lamentável? Tivemos, é claro. Numa temporada de 84 partidas e apenas um título carioca, fica óbvio que ninguém aqui vai sentir saudade e daqui a cem anos construir uma máquina do tempo pra voltar até 2017. Mas é exatamente das derrotas, dos fracassos que você tira as lições mais doloridas, porém mais verdadeiras. E cabe ao Flamengo, um time que praticamente colecionou esses fracassos e traumas durante esses últimos 12 meses, ser capaz de tirar dessas experiências o que precisamos para ter uma equipe mais vitoriosa e 2018.

Porque errar é humano, mas insistir nos mesmos erros temporada após temporada é o tipo de estupidez que um time tão grande assim não pode cometer.

Também falta saber diferenciar o que funciona do que não funciona e agir de acordo.


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