Flamengo no quase de novo

BOTECO DO FLA: Por Mercio Querido

Como previsto aqui no espaço já desde antes da bola rolar lá em Buenos Aires na primeira partida da decisão, dois jogos equilibrados dentro de campo. Fora das quatro linhas, um mar de desequilíbrio com alguns exageros, o que já deve acarretar as primeiras perdas de 2018 tanto para Flamengo como para Independiente, com as mais que prováveis punições da Conmebol.

O clima extracampo de Final da Segunda Divisão do Argentino não passou para o gramado do Maracanã. Com todo o ocorrido do lado de fora, até que os jogadores estavam bem serenos e foi um jogo sem faltas desleais e de pouca confusão. Tanto que até o pênalti dos caras se deu após um leve trançar de pernas.

Torcedores do Flamengo supersticiosos pedindo "fé" - Foto: Buda Mendes/Getty Images
O problema do equilíbrio na noite de ontem é que TEORICAMENTE o Maracanã deveria desequilibrar as coisas a nosso favor. Infelizmente não foi assim.

Os gritos de "time sem vergonha" após a partida eram esperados. Talvez o mais adequado seria "sem vibração" ou sem a tal da "La Intensidad" tão pedida pelo Profe Rueda. Mas daí, além da força do hábito teríamos um problema de métrica musical. O protesto saiu em um tom tão burocrático quanto muitas das partidas do Nosso Flamengo na temporada 2017, e também de muitas explicações e desculpas técnicas dadas pela diretoria.

Faltou garra na noite dessa quarta? Nem tanto. Faltou futebol? Um pouco, talvez. Mas o que realmente faltou (mais uma vez) foi o principal... Faltou uma dose bem maior de Flamengo. Ainda que esse ingrediente tenha aparecido aqui e acolá durante os 90 minutos. Na disposição do Paquetá, no toque salvador do Juan no último segundo antes de um quase gol do adversário e mais em um ou outro lance. Precisava de doses mais cavalares de Flamengo para que fosse suficiente.

Se La Intensidad precisa ser maior no gramado e principalmente nos gabinetes da soberba da diretoria, precisava bem menos do lado de fora. Réveillon fora de época ok, pressão nos adversários ok... Mas teve muita coisa errada antes, durante e depois do jogo. Exageros que, como já citado, farão que nosso começo de Libertadores não parta do zero, mas sim de algum marco inicial negativo, seja lá qual for a punição.

Rueda já começou a explanar o que vem sendo conversado para a temporada de 2018. Muito em breve a Smurfada deve tacar alguma planilha Excel na nossa cara. Mas isso tudo é assunto para futuros textos. Hoje não é dia nem de analisar a temporada de três finais e um título. Dia de você, Torcedor do Flamengo, respirar, remoer um pouquinho só o revés de ontem, estufar o peito rubro-negro e seguir em frente.

Não serve de consolo porque somos muito maiores que isso. Mas foram dois "quases". Com a continuação do trabalho do técnico, alguns reforços, um pouco mais de sorte na questão dos desfalques, uma adequação (improvável, admitamos) de diretrizes da diretoria, e muito mais do elemento Flamengo em campo a partir de janeiro, temos tudo para transformar os "quases" em certeza de anos bem melhores. Falta pouco.

Bora torcer.

Isso aqui é Flamengo.


Dia de você, Torcedor do Flamengo, respirar, remoer um pouquinho só o revés de ontem, estufar o peito rubro-negro e seguir em frente.



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