Flamengo tem dois jogadores na seleção estrangeira do Brasileirão

Flamengo e Palmeiras foram os que mais tiveram atletas sul-americanos convocados durante o ano, com três cada.

SUPER ESPORTES: O Campeonato Brasileiro de 2017 ficará marcado na história como o de maior destaque entre os jogadores estrangeiros. Os 74 inscritos de fora do país estabeleceram novos recordes e se destacaram — positivamente e negativamente — no torneio de clubes mais importante do Brasil. Destes, 68 entraram em campo.

Mais uma vez, o sotaque argentino foi o mais ouvido nos gramados brasileiros: 21 nomes eram ‘hermanos’. Colombianos (12), equatorianos (10), paraguaios (5), peruanos (4), chilenos (4) uruguaios (3), venezuelanos (3), bolivianos (1), alemães (1), turcos (1) e camaroneses (1) ajudaram a tornar o Brasileirão 2017 o mais poliglota de todos os tempos.

Cuéllar, volante do Flamengo - Foto: Tiago Caldas
[Com base nas estatísticas do Brasileirão, o Correio avaliou o desempenho dos atletas na temporada. Gols, assistências, cartões, faltas, finalizações, desarmes, jogos e defesas difíceis foram os critérios para eleger a seleção estrangeira de 2017.

A seleção estrangeira

Gatito Fernández (Botafogo)
Balbuena (Corinthians)
Henríquez (Sport)
Mena (Sport)
Trauco (Flamengo)
Cuéllar (Flamengo)
Otero (Atlético-MG)
Cueva (São Paulo)
Cazares (Atlético-MG)
Mendoza (Bahia)
Tréllez (Vitória)

'El goleador' vem do Vitória

Pratto, Guerrero, Borja, Barrios, Ábila… No início do torneio, esses certamente foram os gringos mais lembrados quando o assunto era artilharia. Entretanto, Santiago Tréllez, do Vitória, nem precisou da competição inteira para contrariar tal lógica. O colombiano estreou na 15ª rodada e marcou 10 gols em 23 jogos pelo rubro-negro baiano, levando a “chuteira de ouro” entre os estrangeiros. A vice-artilheria gringa ficou com Mendoza, do Bahia, e Otero, do Atlético-MG, com oito gols cada. Balbuena foi o zagueiro-artilheiro da temporada, com quatro gols.

A atual edição foi ainda a que teve mais gols importados na história dos pontos corridos, com 115 bolas na rede. O recorde anterior era do Brasileirão de 2012, quando os gringos marcaram 107 vezes. Palmeirenses e são-paulinos comemoraram mais: 13 vezes cada. Atlético-GO, que não teve estrangeiros no Brasileirão, e Ponte Preta, foram as únicas equipes que não tiveram jogadores de fora do país marcando gols. O maior artilheiro de fora do país em uma única edição continua sendo o uruguaio Acosta, autor de 19 gols, em 2007, pelo Náutico.

Mas não foi por falta de insistência de Lucas Pratto, cotado para jogar no Cruzeiro. O argentino foi o gringo que mais arrematou a gol, com 98 chutes. Porém, faltou pontaria: apenas 36 arremates atingiram o alvo e sete pararam no fundo da rede. O artilheiro Henrique Dourado, do Fluminense, precisou de 63 tentativas, sendo 38 no gol, para marcar 18 tentos. Como prêmio de consolação, Pratto levou o “título” de gringo que mais atuou no ano. Ele entrou em campo em 35 jogos pelo São Paulo, ficando de fora apenas da 21ª rodada, por suspensão, e das 37ª e 38ª rodadas, poupado.

Os jogadores estrangeiros também se destacaram na hora de deixar os companheiros na cara do gol. No total, isso ocorreu 83 vezes no Brasileirão. O destaque no quesito ficou para Cazares, do Atlético-MG, e Allione, do Bahia, com oito passes cada. Cueva, do São Paulo, fecha o pódio com sete assistências. O peruano do tricolor lidera uma estatística nada agradável: a de passes errados. Ele errou 114 vezes.
Cães de guarda

O Brasileirão também teve um cão de guarda estrangeiro. Gustavo Cuéllar, do Flamengo, foi o gringo que mais desarmou. Ao todo, o colombiano roubou a bola dos rivais 83 vezes. Lucas Romero, do Cruzeiro, com 61 desarmes, e Ángel Romero, do Corinthians, com 53, completam o pódio. Entre os zagueiros, Balbuena, do Corinthians, e Oswaldo Henríquez, do Sport, se destacaram: 45 e 40 desarmes, respectivamente.

No quesito disciplina, o atacante Ángel Romero e o zagueiro Joel Carli levaram o destaque negativo: os estrangeiros foram advertidos 12 vezes pela arbitragem com cartão amarelo. Porém, Paolo Guerrero alcançou o posto de mais faltoso. Nas 19 vezes que entrou em campo, Paolo Guerrero cometeu 67 faltas, média de 3,57 por partida. Romero também aparece como o gringo mais perseguido do Campeonato Brasileiro. O paraguaio sofreu 91 faltas nos 30 jogos que esteve em campo, uma média de 3,03 por partida. O segundo estrangeiro mais caçado foi Otero. O venezuelano se tornou vítima de 52 faltas no torneio.

Paredão e convocações

O Brasileirão também protagonizou um grande duelo entre Gatito Fernández, do Botafogo, e Martín Silva, do Vasco, pelo posto de melhor goleiro gringo. Os dois arqueiros fizeram grande temporada com números parecidos: o botafoguense realizou 48 intervenções decisivas, contra 47 do vascaíno. Porém, os quatro pênaltis defendidos por Gatito decretam a vantagem em cima de Martín. O alvinegro também sofreu menos gols, buscando 36 bolas na rede, contra 44 do cruzmaltino.

Principal dor de cabeça dos clubes em relação aos jogadores estrangeiros, as convocações para amistosos e jogos das Eliminatórias para a Copa do Mundo voltaram a atrapalhar a vida dos técnicos. Ao todo, 27 atletas foram chamados para representar a seleção de seu país em algum momento do ano e perderam partidas do campeonato. Flamengo e Palmeiras foram os que mais tiveram atletas sul-americanos convocados durante o ano, com três cada.

Valiosos e decepções

Com o fim do Campeonato Brasileiro, a temporada de troca de camisas está aberta. Muitos jogadores passam a figurar no radar de outras equipes e com os estrangeiros não é diferente. De acordo com o site alemão Transfermarket, o palmeirense Yerry Mina é o mais caro entre eles. Já negociado com o Barcelona, o passe do colombiano está estimado em 9 milhões de euros (cerca de R$ 34 milhões). Arrascaeta, do Cruzeiro (7,5 milhões de euros); Lucas Pratto, do São Paulo (5,5 milhões de euros); Miguel Borja, do Palmeiras (5 milhões de euros); e Erazo, do Atlético-MG (4 milhões de euros) fecham o top cinco.

Mas nem só de destaques e recordes quebrados viveram os estrangeiros no Brasileirão. Também têm aqueles que iniciaram o campeonato cercados de expectativa e decepcionaram. Conca e Montillo chegaram com pompa a Flamengo e Botafogo, mas as lesões se tornaram obstáculos para que os argentinos obtivessem sequência no ano. Conca entrou em campo apenas duas vezes, enquanto Montillo atuou em seis partidas antes de se aposentar, em junho. Já Guerrero e Borja iniciaram o Brasileirão como as principais esperanças de gol de Flamengo e Palmeiras. O peruano e o colombiano decepcionaram e cada um marcou apenas seis gols em 19 e 22 jogos, respectivamente.


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