Garotos do Ninho fazem o Flamengo retomar sua dentidade

Em vez de o trabalho priorizar os atletas com tempo de clube e alguns formados na base, gastou-se horrores para repatriar jogadores.

O GLOBO: A busca incessante por uma identidade rubro-negra normalmente passa por inserir os conceitos do clube em jogadores consagrados trazidos com os recursos que se avolumaram nos últimos anos no Flamengo. Nesse processo de estruturação e profissionalização recente, perdeu-se a essência que, hoje, claramente, os garotos do Ninho têm mostrado.

Em um momento de desfalques importantes, como Guerrero e Diego Alves, e com estrelas em fase ruim, tais quais Diego e Everton Ribeiro, uma solução caseira atrás da outra, no improviso, provou que o planejamento para a busca por um título de expressão na temporada foi equivocado. Em vez de o trabalho priorizar os atletas com tempo de clube e alguns formados na base, gastou-se horrores para repatriar jogadores e apostar em alguns estrangeiros.

Lucas Paquetá, Vinicius Júnior, Rodinei e Thiago após classificação do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza


O caso dos goleiros é emblemático. Ali, no Ninho do Urubu, já estava César, há dois anos sem chances. Emprestado duas vezes, o goleiro não teve oportunidades, foi trazido de volta após ir para a Ferroviária (SP), e não teve reconhecimento mesmo com o título da Copa São Paulo de Juniores em 2011. Desde então, passarma vários goleiros no Flamengo. Este ano, Paulo Victor deixou o clube e Alex Muralha assumiu posição, com Thiago, também da base, como segunda opção. No meio do ano, com os jovens disponíveis, contratou-se Diego Alves, de categoria inquestionável e identificação rápida até. Com cinco goleiros, César virou a quarta opção e o pontecial ficou adormecido.

Os jovens Lucas Paquetá e Felipe Vizeu são outros dois exemplos. Até porque Vinicius Junior é realidade de outro dia. A dupla aproveitou as chances que teve e vem se tornando essencial na reta final de temporada. Sem Guerrero, Vizeu demorou a entrar de novo no ritmo, mas agora mostra o faro goleador. Paquetá, que chegou a jogar de centroavante, desfila talento pelo meio do campo. No começo do ano, os dois eram terceiras opções. O clube trouxe Geuvânio, Berrío, e Leandro Damião que havia chegado ano passado e acabou liberado um ano depois. Everton Ribeiro também chegou como contratação mais cara e demora a se adaptar depois de uma sequências de jogos puxada.

Em resumo, o Flamengo caminhava para um fim de ano com possibilidade de mudanças drásticas, em que os jovens da base eram apontados como ponto de partida para uma reformulação que ainda assim deve acontecer. Demorou-se a notar que, apesar de inexperientes em campo, já trazem consigo um pouco da mística rubro-negra e podem, sim, ser um fio condutor e exemplo na montagem de um elenco que, além de profissional, tenha identidade do clube e saiba o significado da frase: Isso aqui é Flamengo.



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