Luiz Alberto critica forma como argentinos tratam os brasileiros

O zagueiro ex-Flamengo conviveu em boa parte da carreira com a conquistas de títulos, mas também passou por algumas saias justas.

FOX SPORTS: Campeão da Copa Conmebol com o Flamengo em 1999 e da Copa do Brasil com o Fluminense em 2007, onde também foi vice-campeão da Libertadores no ano seguinte, o zagueiro Luiz Alberto conviveu em boa parte da carreira com a conquistas de títulos, mas também passou por algumas saias justas, a exemplo da sua passagem pelo Boca Juniors, em 2010.

Após deixar o Tricolor das Laranjeiras, onde formou dupla de zaga com Thiago Silva, o defensor, que hoje está sem clube, assinou com o Xeneize para sua segunda experiência fora do país, depois de passar pelo futebol francês (Bordeaux) e espanhol (Real Sociead), mas não guarda boas lembranças do pouco tempo que morou em Buenos Aires.

Foto: Divulgação
No Boca Juniors, disputou apenas sete partidas - uma delas o clássico contra o River Plate – e logo em seguida rescindiu seu contrato. Em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br, o jogador lembrou que entre os motivos que dificultaram sua adaptação, a recepção que teve no país foi a pior delas. Uma vez para nunca mais voltar.

“Não diria maltratado, mas pelo pouco que eu tive lá, se você me perguntar se eu voltaria hoje, com certeza eu falaria não. E com certeza se alguém que tivesse uma proposta para ir para lá e me perguntasse, eu falo para não ir. O tratamento é complicado. A forma deles tratarem os brasileiros não é a forma que o brasileiro trata eles aqui, totalmente diferente. Eu não sei se a é a cultura deles, não sei o que é, mas a gente abraça muito mais a eles do que eles a gente. Para mim foi uma experiência horrível, muito ruim”, afirmou Luiz Alberto.

Recordando de algumas das poucas e boas que passou na capital portenha, o defensor que hoje está com 40 anos, falou que até para pegar táxis na cidade teve dificuldade. Com família grande, com sua mulher, mais dois filhos e ainda uma empregada, Luiz Alberto sempre recebia um ‘não’ dos motoristas ao tentar colocar cinco pessoas em um mesmo carro.

“Tive muita dificuldade com a minha família em questão das coisas que foram prometidas. Questão de carro, prometeram carro, não deram carro, aí eu tive que andar de táxi, aí a gente entrava no táxi, era eu, meus dois filhos, minha esposa e a menina que foi ficar com a gente e os taxistas não aceitavam, aí queriam que a gente entrasse em dois táxis, então são coisas desnecessárias, que no Brasil passaria batido, o povo abraça muito mais. Foram pequenos detalhes que me chatearam. O clube também não vivia um bom momento, não sei se foi por conta disso”, completou.


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