Mauro detona Mozer: "Ninguém sabe o que ele faz no Flamengo"

“O Zico foi diretor de futebol do Flamengo, [e] não funcionou, não deu certo”, recordou.

UOL ESPORTE VÊ TV: Durante o programa Bate-Bola na Veia, da ESPN, na noite desta quinta-feira (28), o comentarista Mauro Cezar Pereira contestou a capacidade de ex-jogadores exercendo diferentes funções no departamento de futebol de clubes, casos de Raí e Ricardo Rocha no São Paulo, que ainda pode contar com Diego Lugano, em vias de abandonar a carreira para exercer outra função no tricolor.

“Eu sou muito desconfiado em relação a essas composições. O Lugano é um jogador que voltou ao São Paulo, está no ambiente, conhece os atletas, os funcionários do clube, esse tem uma relação com a torcida do São Paulo. O Ricardo Rocha tem uma identificação relativa, ele jogou no São Paulo e em vários outros clubes, mas não é um jogador com a cara do São Paulo, aquela coisa. O Raí é, o Lugano é. Acho que são jogadores com históricos diferentes. Não entendi muito bem o que faz o Lugano e o que vai fazer o Ricardo Rocha, quem decide o quê? Não é porque são ex-jogadores que vão se abraçar, em que pese exista um grande corporativismo entre ex-jogadores, técnicos e ex-técnicos. ‘Ah, o pessoal está preocupado com o Raí’ é meio que uma vitimização antecipada. O Raí não é nenhum bebezinho ingênuo que não sabe onde está e metendo, não estava em Plutão no último ano, estava acompanhando tudo o que acontecia no São Paulo, sabe como foi tratado o Rogério Ceni”, opinou.

Do trio que possivelmente venham a trabalhar juntos no clube do Morumbi, Ricardo Rocha foi o mais questionado por Mauro, inclusive sobre a sua capacidade para fazer análises críticas, que era a sua função enquanto comentarista do canal SporTV.

“O Ricardo Rocha é um personagem bem discutível do ponto de vista do que ele é capaz de fazer, porque foi jogador, contador de história, agente de jogador junto com o [Alexandre] Torres e o capitão [do tri mundial de 70, o pai] Carlos Alberto Torres [falecido]. Aí virou comentarista e costuma sempre minimizar os erros dos jogadores, dificilmente é crítico. Aliás, ex-jogador de futebol comentarista geralmente não é crítico, eles são corporativistas em grande maioria, Tostão é uma exceção. Nada contra os boleiros, a gente encontra quando vêm fazer o [programa] Resenha aqui. Então, não sei se o Ricardo Rocha é um grande administrador para trabalhar em um elenco de futebol. Pode ser sensacional, tudo funcionar bem, mas acho que é muito mais uma tentativa em cima de nomes do que algo calçado em algo concreto”, comentou.

O comentarista ainda chamou atenção para a preferência por personagens famosos para assumir cargos nos clubes. 

“Pode ter uma exceção ou outra, mas normalmente jogadores de futebol que são chamados para esses cargos são jogadores com um certo peso, né? É estranho. Por que ninguém encontra em um jogador que foi mediano, mas que para uma função administrativa ou de vestiário pode ser excelente? Pode ser não tão bom de bola, mas bom de grupo, com liderança, têm muitos casos assim, que até se preparam após a carreira: ‘Vou ter uma função de gestão e tal’. Esses caras não têm chance”, criticou.

Foto: Gilvan de Souza
“Lugano é o Deus para a torcida do São Paulo, está parando de jogar. Ricardo Rocha foi um zagueiro de grandes clubes, seleção brasileira. O Raí é ídolo do São Paulo, jogador de seleção e com um grande currículo. Aí no Flamengo tem lá um Mozer que a única coisa que fez foi uma entrevista absurdamente desastrosa para o UOL, uma coisa medonha, um desastre na função, ninguém sabe o que ele faz lá dentro”, analisou.

Em seguida, o analista da ESPN mencionou outro perfil de ex-jogador, Alessandro, que não foi um grande nome do futebol e que faz sucesso na função de dirigente de futebol do Corinthians. 

“Embora tenha levantado a Copa Libertadores, não é um cara assim [badalado], nos dez maiores da história [do clube]. Ele por acaso foi o capitão e quase foi o vilão. Não fosse o gol que o Diego Souza perdeu, na defesa histórica do Cássio, o Alessandro seria mandado para o Japão no dia seguinte. E pelo jeito faz um bom trabalho como gerente de futebol, porque vira e mexe o Corinthians está conseguindo, com ou sem recurso [financeiro], administrar a situação internamente, ganhando campeonatos. É um cara muito discreto, fala-se pouco dele”, observou.

“Eu não me convenço que ex-jogador é bom fazendo alguma coisa no futebol até que me provem que é bom”, enfatizou Mauro, lembrando de outro boleiro de grande destaque, o Zico, maior ídolo da história do Flamengo e que no entanto não fez sucesso em função do departamento de futebol da equipe carioca. 

“O Zico foi diretor de futebol do Flamengo, [e] não funcionou, não deu certo”, recordou.

“Eu só me convenço que ex-jogador é bom fazendo outra coisa, seja como técnico, comentarista ou gerente de futebol, se mostrar a todos nós que é bom. Enquanto isso, não adianta, é uma grife só”, reforçou a sua posição o comentarista.


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