O Big Bang do Flamengo

Que há exatos 39 anos marcou contra a vasca o gol que começou tudo. O Big Bang do Flamengo.

REPÚBLICA PAZ E AMOR: Na quinta o Flamengo venceu o Junior Barranquilla com muito menos dificuldade do que se esperava. Vitória importante que colocou o Flamengo em mais uma final internacional, é mais uma chance de remissão de um ano complicado. Mas quando digo menos dificuldade não significa absolutamente que tenha sido um jogo fácil. Foi duríssimo de se assistir.

Rubro-negros não tem o costume de ver o Flamengo jogar com o regulamento debaixo do braço. É uma arte para a qual ainda nos falta muito aprendizado. Os mais de 90 minutos vendo o time todo atrás dando bicudas foram uma tortura. Lembrou demais o Flamengo jogando Libertadores no altiplano andino. A bola esteve quase sempre nos pés dos colômbia e quando por acaso a dominávamos parecia que estavamos jogando em altitude andinas. Nosso jogo não fluía.

Foto: Reprodução
O pior é que ficou claro até para analfabetos táticos que o time seguia uma determinação, era a nossa proposta de jogo. Ó tempora, ó mores. Teria sido bem escroto se Vizeu não achasse aqueles gols. E mais escroto ainda se por uma casualidade qualquer o César falhasse em algum lance. Felizmente escapamos com vida dessa mui rara negação à nossa escola de partir pra cima que nem maluco atrás do resultado.

Vizeu achou os gols e César não falhou. O goleiro que “vinha de parado” fez ainda mais, pegou um pênalti e mudou o final da história triste que a crônica corneta passou a semana toda escrevendo sobre o fracasso do Flamengo. Impressionante como esses caras não cansam de jogar contra. O time já tava aquecendo no vestiário e ainda tinha uns espírito-de-porco ameaçando a escalação de Muralha através seus microfones. Acreditem ou não, saibam que Deus tá vendo.

Falando Nele, já se disse que Ele não joga dados com o Universo. Mas tenho certeza absoluta que os deuses do futebol jogam com frequência um esporte vândalo, o chute no tabuleiro dos planejamentos humanos. Basta que os mortais planejem alguma coisa pros caras lá de cima ligarem o sacaneator. Por isso a saga do Flamengo no gol em 2017 é a maior sequência de plot twists da história das minisséries nacionais e internacionais. Por enquanto esse roteiro malucão nos colocou em mais uma final. Sou fã das peripécias dramáticas, mas não abro mão do herói ficando com a mocinha no final. Por mim já tá bom de reviravoltas.

Hoje, em Salvador, o Flamengo encerra sua participação no Brasileiro mais chato de 2017. Brasileiro que já devia ter sido resolvido há semanas atrás, mas demos tanto mole, tanto mole, que chegamos à derradeira rodada ainda precisando de nota pra passar de ano. Esse tipo de vacilo não tem perdão. Por outro lado, melhor ficar pra prova final do que chegar na 38ª rodada rezando pra não cair, experiência traumática pela qual já passamos mais vezes do que a boa educação recomenda. Paciência, se ainda não é o Flamengo que eu quero pelo menos já não é mais o Flamengo que eu não quero. Tem quem não suporte a ideia do Flamengo não ser campeão de tudo, mas pra esses nervosinhos tem o twitter e os comentários das notícias pra desabafar.

Hoje eu quero só torcer pro Flamengo acabar esse campeonato e manter a palhaçadinha em níveis mínimos. Ainda não ganhamos porra nenhuma e quarta-feira teremos o jogo mais importante do ano da semana que vem. Hoje é só torcer e reverenciar Rondinelli, o Deus da Raça. Que há exatos 39 anos marcou contra a vasca o gol que começou tudo. O Big Bang do Flamengo.

Obrigado, Rondinelli.

Mengão Sempre

ARTHUR MUHLENBERG


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