O saldo ainda é positivo para o Flamengo

O resumo da ópera, portanto, é que nada está perdido e não se deve desesperar.

RENATO MAURÍCIO PRADO: A derrota diante do Independiente, de virada, por 2 a 1, pode ter deixado muitos rubro-negros de cabeça inchada mas, passada a emoção natural de um jogo tenso e cheio de alternativas, não há como negar que o saldo da última semana do Flamengo é positivo.

Afinal, na quinta-feira passada, o rubro-negro enfrentava o Junior Barranquilla, na Colômbia (uma senhora pedreira) e vencia por 2 a 0, classificando-se para a final que agora disputa. Três dias depois, com viagem internacional no meio disso tudo, jogava em Salvador, contra um Vitória desesperado para fugir do rebaixamento, e ganhava de novo, dessa vez por 2 a 1, com direito a reação com gol no último minuto e garantia de vaga direta na fase de grupos da Libertadores. Ontem, foi a vez do Independiente e, tirando a frustração natural, pelo fato de ter feito o primeiro gol, não pode-se dizer que o resultado, derrota por um gol de diferença, tenha sido catastrófico.

Everton em Independiente x Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Após sete dias pra lá de exaustivos, os jogadores do Fla, enfim, terão uma semana inteira de recuperação e treinos para a última partida da temporada, que pode valer um título internacional e a classificação para outros desafios interessantes como as Recopas (contra os campeões da Libertadores e o Campeão da Copa Uefa) e a Copa Suruga.

Vencer por dois gols de diferença, no Maracanã, não é impossível, para um time , descansado e preparado, e caso ganhe com apenas um de vantagem, ainda haverá prorrogação e pênaltis.

O que o Flamengo precisa, nestes próximos sete dias é recuperar o físico e, também, o futebol de alguns jogadores que podem fazer a diferença, casos de Diego, Éverton Ribeiro e Arão. Sem falar no Éverton, que voltou ao time no segundo tempo.

Particularmente, eu barraria Éverton Ribeiro, colocando Vinícius Jr ou Paquetá no seu lugar. Assim como sacaria também o sempre horroroso Pará, trocando-o por Rodinei. Em suma: mandaria a campo César: Rodinei, Réver, Juan e Trauco (apesar das dificuldades na marcação, será importante no Maracanã, pelo poder de apoio); Cuellar, Arão e Diego; Vinícius Jr (Paquetá); Vizeu e Éverton.

Se, por acaso, Guerrero for inocentado (não creio que seja) entraria também com ele – Vizeu tem sido importante, mas não consegue fazer bem o papel de pivô e na Argentina perdeu dois gols que poderiam ter garantido a vitória ou ao menos o empate.

O resumo da ópera, portanto, é que nada está perdido e não se deve desesperar. De mais a mais, se o título não vier, resta a diversão de deixar o Vasco na pré-Libertadores; o Atlético MG fora da principal competição do continente e o Sport alijado da Sul-Americana…


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