Os garotos da Gávea

Os donos da casa sentiram o golpe. O estádio se calou. O Flamengo se tranquilizou e passou a ficar mais com a bola, controlando a partida.

BLOG DO MAURO BETING: ESCREVE GUSTAVO ROMAN

A frase craque o Flamengo faz em casa é quase um mantra de qualquer Rubro-Negro. Ultimamente, esse modelo tem ficado de lado. A política de valorizar a prata da casa quase não vem sendo mais executada na Gávea. Alguns deixaram o clube para brilhar com outras camisas. Outros nem mesmo chegaram a ter a oportunidade de se firmar, sendo preteridos por contratações caras vindas de fora. Que pouco sabem a história do clube. E que acabam não dando o retorno aguardado.

Na semifinal da Copa Sul-Americana, o Mengo voltou a usar os garotos formados em casa. Vizeu (que só está tendo chance por conta da suspensão de Guerrero). Lucas Paquetá (mérito de Rueda). E César. Nome de imperador romano. Jogado numa termenda fogueira. E que pegou até pênalti e não deixou passar nem pensamento hoje em Barranquilla.

Lucas Paquetá em Junior Barranquilla x Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Três jogadores que poderiam não ter mais chance. E que ao lado do veterano zagueiro Juan (outro prata da casa) foram os grandes destaques individuais de uma classificação que poderia ter sido mais fácil. Até porque no primeiro tempo o time carioca mais se preocupou em se defender. Rifou a bola e pouco ficou com ela. Deixou a equipe colombiana atacar. É verdade que os donos da casa pouco ameaçaram. E quando o fizeram esbarraram nas mãos seguras de César. Ou na categoria de Juan. Paquetá cumpria um papel tático de suma importância. Ele voltava para dar um pé a Trauco na marcação do perigoso Chará. Quandoo Fla colocou a redonda no chão conseguiu criar a chance mais cristalina. Paquetá cruzou rasteiro. Vizeu finalizou. E o goleiro Viera salvou.

Precisando do resultado o Júnior voltou com o centroavante Ovelar na vaga de Mier. O catimbeiro Téo Gutierrez foi jogar como meia central. Chará e Gonzalez nas extremas. No entanto, aos seis minutos, Vizeu (num lance bastante parecido com o do Fernandinho) avançou desde o meio de campo. E tocou por entre as pernas de Viera para abrir o marcador. E aumentar ainda mais a vantagem.

Os donos da casa sentiram o golpe. O estádio se calou. O Flamengo se tranquilizou e passou a ficar mais com a bola, controlando a partida. No desespero, os colombianos sacaram Gonzalez e Gutierrez para as entradas de Diaz e Barrera. Se abriu de vez. Rueda não quis arriscar. Mesmo tendo espaços, especialmente pelo lado direito. Preferiu por Márcio Araújo na vaga de Éverton Ribeiro para reforçar a marcação no meio. Depois, sacou o extenuado Paquetá colocando Rodinei para explorar aquele lado.

William Arão ainda cometeu um pênalti em Barrera. César defendeu no canto esquerdo. Como Muralha nunca havia feito. Na sequência, fez outra boa defesa em finalização de Chará. Deixou o campo consagrado. E sentindo todo o tempo parado e o esforço.

Já nos acréscimos Diego (de atuação fraca) cobrou uma falta rápida. Rodinei foi a linha de fundo. Vizeu se antecipou a marcação e marcou seu terceiro gol na semifinal. Mostrando faro de gol e oportunismo. E colocando a cereja no blo da classificação e da festa dos pratas da casa.

Na decisão, diante do bom time do Independiente, o time precisa jogar mais. Especialmente fora de casa. Absorver as lições dadas pelo Grêmio. Marcar em cima, se impor, mesmo fora dos seus domínios. Se conseguir fazer isso, tem tudo para comemorar o título. Só não pode repetir o que fez nos primeiros 45 minutos de hoje. E colocar a garotada pra jogar!


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