Precisamos jogar como “macacos” para vencer argentinos

MEIO NORTE: Por Edilson Nascimento

Nas disputas entre Flamengo e Independiente da Argentina, além dos aspectos futebolísticos, insinuações racistas aguçaram o ímpeto do afropiauiense, que ao mesmo tempo em que é rubro-negro, também é afrodescendente, os gestos dos torcedores argentinos associando a imagem dos brasileiros aos macacos despertam uma linha de raciocínio que é preciso ser manifestada.

Pois bem, antes de tentar incriminar judicialmente os “los hermanos” por injúria é preciso pensar um pouco. Inicialmente, eles conseguiram vencer um elenco privilegiado, um time de qualidade técnica, de altos investimentos, de tradição e resultados positivos na história do futebol.

Felipe Vizeu e Lucas Paquetá comemorando gol pelo Flamengo com dancinha
Foto: Bruna Prado/Getty Images
Sem adentrar em embates de torcedores, ou em ideologias criadas nesse universo, que só obscurecem o fenômeno social da referida prática desportiva, é necessário imaginar porque a equipe do colombiano Reinaldo Rueda não conseguiu administrar os ânimos para lograr êxito contra os seus rivais racistas.

E, é nesse sentido que quero raciocinar: quem entre os seres humanos não gostaria de possuir o potencial físico dos macacos? O Tarzan até conseguiu na ficção cinematográfica se assemelhar a eles, mas foi só ele até agora na vida humana.

De outra forma, os outros, principalmente os europeus e semelhantes usam essa associação pejorativamente para menosprezar os povos das diásporas e vencê-los, principalmente nas disputas desportivas.

Quanto aos rubro-negros ficou uma confusão que ocasionou um conflito na porta de um hotel do Rio de Janeiro, na noite anterior ao dia da disputa final no Maracanã, algo que foi julgado como uma atitude deturpada por parte dos agressores que tentaram responder na mesma moeda o comportamento dos adversários, que se fantasiaram de primatas para mexer com o brio dos jogadores do Flamengo lá na cidade de Avellaneda, Província de Buenos Aires.

A resposta agressiva da suposta torcida carioca, foi negativa porque deveria ser dada dentro de campo, na disputa limpa e de acordo com as regras da modalidade. Porém o que aconteceu foi diferente, nos equiparamos a eles e perdemos na disputa.

Fica a lição. Para os flamenguistas não vejo como derrota o fato de ter chegado a mais uma final de campeonato e disputar o mesmo com bastante brio. Porém é preciso muito mais e os torcedores mesmo confusos cobram esses resultados. As gozações, por sinal, dos adversários são inúmeras, variadas e de muita criatividade.

Enfim, e a dedução nos leva a crer que nesse sentido seria promissor assumir a relação com os nossos primatas e demonstrar nas pelejas futuras que isso não deve ser motivo para nos sentimos menores ou inferiores a nenhum outro ser.

Pois, acima de tudo temos que buscar no reino animal muitos exemplos de superação. Muito além disso, é preciso harmonia entre as pessoas e a natureza, bem como com os outros animais.

Portanto, sejamos “macacos” e vencedores, sem se importar com as insinuações racistas que sempre recebem maior eco nas competições e conflitos, nas quais os opositores procuram nos adversários algo que venha mexer com o seu brio, dignidade, valor; amor-próprio.

Dessa forma, vamos usar a criatividade para perceber que os seres humanos são limitados e que não é vergonhoso ser um macaco, que sejamos dessa forma os vitoriosos nessas condições ou em qualquer outra situação de incômodo por qualquer que seja a condição social.

Para o Flamengo não vejo como derrota o fato de ter chegado a mais uma final de campeonato e disputar o mesmo com bastante brio.

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