Pressão no Flamengo

Os jogadores acreditam ter a chance de fechar o ano como "heróis", conquistando o título continental que a torcida do Flamengo já não festeja há 18 anos.

GILMAR FERREIRA: E tome pressão _ e uma atrás da outra.

Dentro e fora de campo.

Essa é realidade do Flamengo que entra em campo hoje para enfrentar o Independiente, em Buenos Aires na primeira partida que decide a Copa Sul-Americana.

Está em jogo um título internacional, algo que o clube não conquista desde a Copa Mercosul de 1999.

Foto: Gilvan de Souza
Vale o troféu e a honra, é claro, mas vale também dinheiro e a possibilidade de novos títulos internacionais, como o da Recopa e da Copa Suruga.

Consequentemente, vale também mais receitas para 2018 _ US$ 1 milhão por participar das duas a US$ 1,5 milhão, se vencer as duas.

A expectativa é muito grande...

E NÃO ERA para ser diferente.

É a primeira final internacional do Flamengo depois de dezesseis anos e em um 2017 frustrado pela eliminação na fase de grupos da Libertadores.

Agora, do nada, resolvem lembrar que o clube só tem oficialmente quatro títulos internacionais em 122 anos de história.

A saber: Libertadores e o Mundial de 81, a Copa Ouro de 96 e a Mercosul de 99.

Nas duas últimas, o adversário de hoje fez figuração: primeiro, cedendo para os vice-campeões a vaga que lhe pertencia pelo título da Supercopa de 95;

Na outra, sendo eliminado nas quartas com um sonoro 4 a 0.

E É SÓ PRESSÃO.

Muitos não lembram do 1 a 1 com o San Lorenzo de Pellegrini no "El Nuevo Gasômetro", jogo que decidiu nos pênaltis a Copa Mercosul de 2001 _ 0 a 0, no Rio.

Foi a última participação do clube numa final continental.

E com um time dirigido por Carlos Alberto Torres que não havia feito um bom campeonato da Série A do Brasileiro.

Dos 14 jogadores que participaram daquela final, nove eram revelados na base. A completa-los, Leandro Ávila, Petckovic e Leandro Machado.

Um pouco diferente da realidade atual.

Daí a pressão...

FEZ MUITO bem a comissão técnica em tirar os jogadores do Rio de Janeiro neste período em que o time tinha a corda no pescoço.

Afrouxou o nó com a vitória na Colômbia sobre o Junior Barranquilla e a classificação para mais uma final.

E fugiu da masmorra com a vitória em Salvador que valeu a vaga na Libertadores de 2018.

Agora, os jogadores acreditam ter a chance de fechar o ano como "heróis", conquistando o título continental que a torcida do Flamengo já não festeja há 18 anos.

Há uma juventude que nunca festejou tamanho feito.

É SÓ PRESSÃO...


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