Quais laterais e volantes devem permanecer no Flamengo?

ESPN FC: Por João Luis Jr.

Continuando nossa análise do elenco, que na coluna passada discutiu a situação dos goleiros e dos zagueiros, hoje iremos abordar os laterais e os volantes, dois dos setores mais problemáticos da equipe em 2017, junto com todos os demais setores, já que toda a equipe foi bastante problemática em 2017. Sério, 2017 foi um ano muito complicado, cara.

Laterais

Uma das posições mais homogêneas no Flamengo, nas laterais, tanto esquerda quanto direita, temos 4 jogadores que praticamente se revezaram durante o ano e em todas as oportunidades que tiveram mostraram que podem oferecer basicamente o mesmo nível de futebol. Infelizmente esse nível não é muito alto, mas de falta de uniformidade realmente nenhum de nós pode reclamar.

Na lateral esquerda a disputa é entre Trauco, um lateral mais ofensivo porém praticamente incapaz de roubar uma bola ou não ser envolvido por qualquer atacante adversário com duas pernas, e Renê, lateral que até consegue defender mais ou menos, mas só viu a linha de fundo adversária até hoje uma vez, num cartão postal que recebeu de um amigo que passou as férias por lá.

Como ainda é impossível no futebol atual a fusão estilo Dragon Ball de jogadores, que nos ofereceria um lateral quase completo, muito provavelmente o Flamengo irá precisar de um outro jogador para a posição e que venha no mínimo para brigar de posição com Trauco, não apenas para compor elenco, já que se for pra isso seria melhor usar algum atleta da base, como Michael ou Moraes.

Pelo lado direito a situação é tão complicada quanto. Se uma das opções é Pará, que, após um bom 2016, teve uma queda drástica de produção esse ano, a outra é Rodinei, que nunca chegou a se firmar na posição e, apesar de alguns gols importantes e de um inegável carisma, deixou claro que não vai ser com bom humor que iremos parar o ataque adversário ou acertar grandes cruzamentos. Diante disso, o Flamengo precisaria de um titular para a posição, que viesse com expectativa de resolver o problema da lateral, assim como talvez fosse a hora de encerrar o ciclo de Pará -já com 31 anos - no Flamengo e talvez Rodinei caiba mais como reserva. Ou até mesmo talvez seja a hora de abrir espaço para um jovem da base, como Thiago Ennes, que está voltando de empréstimo, ou Kléber, do sub-20.

Volantes

Foto: Gilvan de Souza
Outra posição onde o Flamengo demorou muito para se acertar e. mesmo quando se acertou, as coisas não ficaram exatamente certas, a volância do Flamengo tem hoje como único titular com “t” não tão maiúsculo o colombiano Cuellar, que, apesar de não ser brilhante, consegue passar um moderado nível de segurança para o torcedor e ao lado dele um mar de inconstância, incógnitas e revolta.

Inconstância no caso de William Arão, que alterna partidas de dedicação total e gols salvadores com várias em que ele parece não ser um jogador profissional, mais sim o bizarro caso de um sonâmbulo que por acidente dormiu uniformizado e entrou no campo, deixando os outros colegas com receio de acordá-lo bruscamente e causar algum tipo de dano neurológico grave.

Possivelmente vale a pena manter Arão no elenco, mas alguém precisa realmente ter uma conversa séria com ele sobre temas como ciclo de sono, narcolepsia e déficit de atenção. O Arão de 2016 pode ser titular do Flamengo? Claro. Mas o Arão de vários momentos de 2017 não merece nem o banco em uma equipe grande do Brasil.

Incógnita no caso de Rômulo, que veio com passagens pela seleção brasileira e imagem de solução para a posição e rapidamente conseguiu se tornar o último da fila de volantes, só entrando em campo em situações extremamente específicas e mesmo assim não causando boa impressão. Aos 27 anos e com contrato por mais 3 anos, talvez seja de uma pré-temporada que Rômulo precise para finalmente justificar seu salário, mas ao mesmo tempo é complicado na atual situação do Flamengo considerar a possibilidade de depender de um atleta que ainda não mostrou a que veio.

E por fim temos ele, Márcio Araújo. Rejeitado por uma grande parcela dos torcedores, mas amado por quase todo técnico em atividade no planeta Terra, Márcio alternou titularidade e banco de reservas durante essa temporada e sua saída é uma necessidade ao mesmo tempo técnica, simbólica e até espiritual para o Flamengo de 2018. Não se trata apenas de um volante limitado e já com 33 anos, mas é também um dos sím

E por fim temos ele, Márcio Araújo. Rejeitado por uma grande parcela dos torcedores, mas amado por quase todo técnico em atividade no planeta Terra.



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