Relembre ídolos que decepcionaram como cartolas

Afirmando que algumas pessoas atuavam no Flamengo como se fossem donas do clube.

ESPN: Nesta quinta, o ídolo histórico Raí aceitou o convite do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, para comandar o futebol do São Paulo.

Bicampeão da Libertadores e uma vez do Mundial Interclubes com a camisa tricolor, o ex-jogador tentará repetir o sucesso que teve em campo agora como cartola.

Assumindo o cargo que ficou vago com a saída de Vinícius Pinotti, Raí já tinha um cargo na diretoria como membro do Conselho de Administração, mas agora trabalhará de forma direta com o futebol.

Foto: Divulgação
Raí não será o primeiro ídolo a se arriscar como "cartola", e são poucos os antecessores que tiveram sucesso. Confira:

Neto - demissão em programa de TV

Revelado pelo time de Campinas em 1985, Neto foi anunciado como Gerente de Futebol do clube em agosto de 2001.

Sua saída se deu de forma polêmica, pedindo demissão ao vivo em um programa de TV. Na ocasião, os jogadores anunciaram que entrariam em greve por atraso nos salários, e Neto foi criticado pelo principal patrocinador por não ter impedido a situação.

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Zico - Apenas 120 dias

Anunciado como Diretor Executivo do clube em 1º de junho de 2010, o "Galinho" deixou o cargo no dia 1ª de novembro do mesmo ano.

ídolo dentro de campo, Zico foi muito cobrado por ter ficado em silêncio - assim como a mandatária Patrícia Amorim - por quase duas semanas durante o escândalo da prisão do goleiro Bruno.

Depois também sofreu pelas contratações. Dentre as mais polêmicas ficara a de Leandro Amaral, que fez com que ele tivesse que dar explicações ao Conselho Fiscal, a chegada de Deivid, que estava muito tempo parado e custou R$ 20 milhões, e do meia Diogo, que custou R$ 5 milhões por um empréstimo de 10 meses.

Esses foram apenas alguns dos motivos que levaram Zico a deixar o clube argumentando ter sofrido pressões demais, afirmando que algumas pessoas atuavam no Flamengo como se fossem donas do clube.

Dinamite - Briga com Eurico e rebaixamentos

Depois de ter sido expulso das tribunas de São Januário por Eurico Miranda, Roberto Dinamite se tornou um grande rival do dirigente e tornou-se presidente da equipe que o revelou em junho de 2008. No mesmo ano, a equipe foi rebaixada para a Série B do Brasileiro pela primeira vez.

Em 2011 comemorou a Copa do Brasil, seu único título como cartola, e viu a equipe brigar até a última rodada pelo título Brasileiro. No ano seguinte a campanha na Libertadores terminou nas quartas de final, em confronto muito equilibrado com o Corinthians, que seria campeão. Então veio um novo desmanche que culminou no rebaixamento em 2013.

Deixou a presidência da equipe em 2014.

Rivellino - Pacotão e flerte com rebaixamento

Roberto Rivellino foi anunciado como diretor de futebol do Corinthians em 1º de outubro de 2003, junto com Júnior - que foi técnico por apenas 11 dias - deixando o cargo em 3 de abril de 2004.

Na época ele foi apontado por muitos como um dos grandes responsáveis pelo fracasso da equipe no Campeonato Paulista daquele ano, quando só não foi rebaixado porque o São Paulo venceu o Juventus na última rodada. O "pacotão de reforços" do começo do ano tornou-se um dos mais folclóricos do clube, sendo ainda questionado pelo fato de seu filho, Márcio Rivellino, ser empresário.

César Sampaio - Um título e um rebaixamento

Com história vitoriosa dentro de Campo, César Sampaio foi uma aposta da diretoria para melhorar o ambiente nos vestiários e ainda servir de escudo.

O ex-jogador assumiu o cargo de Gerente de Futebol em novembro de 2011, e deixou a função em janeiro de 2013, no fim do mandato de Arnaldo Tirone. No período viu a equipe conquistar a Copa do Brasil de 2012, mas também amargou rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o segundo da história do clube.

Fernandão - De diretor para treinador

Ídolo, campeão da América e do Mundo com o Inter, Fernandão tornou-se diretor técnico da equipe logo após sua aposentadoria dos gramados, em 2011, três anos após ter deixado o clube prometendo que voltaria.

Cerca de um ano depois de se tornar cartola, com as conquistas da Recopa de 2011 e o Gauchão de 2012 no currículo, acabou virando treinador do time, mas não chegou a ficar seis meses no cargo.

Bobô - Quatro meses, quatro técnicos

Um dos principais nomes da equipe que foi campeã nacional em 1988, Bobô foi diretor de futebol do Bahia entre 4 de março de 2005 e pediu demissão em 22 de julho do mesmo ano, ficando pouco mais de quatro meses como cartola da equipe.

No período trouxe Zetti para o lugar de Hélio dos Anjos, depois Jair Picerni e Carlos Amadeu. No mesmo ano, o Bahia acabou sendo rebaixado para a série C do Campeonato Brasileiro.

Rivaldo - Polêmicas e mais polêmicas

Destaque na Copa São Paulo pelo Santa Cruz, Rivaldo chegou ao Mogi Mirim em 1992 e ganhou o mundo. Depois de se tornar um ídolo mundial,  ele geriu a equipe do interior paulista entre 2008 e 2015. Ele deixou de ser dono do clube justamente um dia depois de marcar um gol na mesma partida em que seu filho, Rivaldo Jr., fez dois, em um breve retorno da aposentadoria.

Recentemente ele foi acusado de vender o patrimônio do clube e passar dois centros de treinamento para seu nome durante este período

Zito - Ídolo que gerou ídolos

Homenageado com uma estátua na frente da Vila Belmiro, Zito é um dos raros casos de ídolos de um clube que conseguiu repetir o sucesso como cartola.

O "Gerente" como era chamado, trabalhou durante anos nas categorias de base da equipe, sendo responsável por revelar nomes como de Robinho, Diego e Neymar

Branco - Títulos e demissão por dívida

Depois que deixou os gramados Branco foi coordenador da base da CBF, mas deixou a função para assumir, em 2006, o cargo de Coordenador Técnico do Fluminense. No ano seguinte viu a equipe conquistar o título da Copa do Brasil e, em 2008, foi vice-campeão da Libertadores da América.

No fim de 2009, contudo, acabou deixando o clube por não ter chegado a um acordo com a diretoria, que queria que ele retirasse um processo trabalhista por uma dívida de cerca de R$ 5 milhões.


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