Rimoli: "Nem com a ajuda dos vândalos o Flamengo foi campeão"

COSME RIMOLI: Justo castigo pela selvageria de seus vândalos.

Elenco caríssimo e supervalorizado.

Jogadores sem o menor preparo psicológico, para suportar tanta responsabilidade.

Pênalti infantil de Cuéllar.

Todos esses ingredientes juntos foram fortes demais. O Flamengo de Reinaldo Rueda foi incompetente para vencer o Independiente, com o Maracanã não só lotado, mas invadido por flamenguistas sem ingresso. Mesmo com apoio legal e ilegal, o time carioca não conseguiu ir além do 1 a 1 contra os argentinos. E perdeu a decisão da Copa Sul-Americana, já que havia sido derrotado por 2 a 1, na Argentina.

Torcedor do Flamengo com a máscara do pânico no Maracanã - Foto: Buda Mendes/Getty Image
O fracasso flamenguista atingiu em cheio o Atlético Mineiro, que acabou eliminado da Libertadores. O Brasil terá 'apenas' oito equipes. E também o Sport Recife, que não disputará a Sul-Americana.

O clube carioca completou 18 anos sem um título internacional.

"Eu acho que é um golpe duro, muito forte. Muita dor, por todo o sonho para nós, para a torcida. Eu acho que o outro jogo teve uma característica similar de não valorizar o placar. Quem sabe a emoção nós traiu.

'Infelizmente se vai uma oportunidade. Uma equipe que teve muitas adversidades no caminho. Apesar de um elenco de homens de personalidade, perdemos homens vitais, importantes para nossas aspirações. Faltou essa experiência de jogadores como Guerrero, Diego Alves. É difícil compreender e seguramente afetou para não conseguir o que queríamos.

"Foi difícil pela tensão. Sabíamos que precisávamos evitar tomar gols. Importante ter começado ganhando, mas faltou controle para evitar essa situação. Eles sabiam que tinham o placar a favor."

Estas foram as desculpas de Reinaldo Rueda, após a perda do título.

Na verdade, o Flamengo só jogou bem no primeiro tempo, quando a marcação do Independiente deu muito espaço entre os volantes e os zagueiros. Diego teve toda a liberdade no início da partida. Tinha tempo para pensar e deixar Everton, cara a cara, com Campaña. E mesmo com o impedimento não marcado, o goleiro não teve dificuldade para abafar o chute.

O time carioca ainda teve duas grandes oportunidades, mas a bola caiu nos pés de Marcos Paquetá, que tem a irritante mania do toque a mais. Mas ele não teve coragem de não marcar, aos 29 minutos, depois de cobrança de falta, que Juan desviou, Rever tocou para a pequena área, a zaga argentina furou, e Paquetá empurrou para as redes. 1 a 0, Flamengo.

O gol deveria dar mais confiança. A vantagem do Independiente estava anulada. Mas os jogadores do Flamengo se mostraram nervosos, tensos. Queriam decidir, fazer logo o segundo gol. Caíram na ansiedade da própria torcida. O que foi um erro gritante.

Mas o pior viria aos 36 minutos. Em uma bola lançada para Meza, Cuellar, se comportou como um juvenil. Ele deu um leve toque na perna do argentino e o derrubou dentro da grande área. Lance inacreditável. Pênalti que Barco bateu com muita personalidade, deslocando César. 1 a 1.

A partir daí, o Flamengo perdeu toda a concentração. O Independiente nem marcava tão bem. Mas Reinaldo Rueda não conseguiu controlar sua equipe. As bolas cruzadas pelo alto viraram obsessão e caminho mais utilizado por equipes medíocres, sem talento ou imaginação.

Logo aos dez minutos do segundo tempo, Rueda trocou Trauco por Vinicius Júnior. Passou Everton para a lateral. O treinador colombiano havia treinado triangulações com os dois para forçar o lado de Bustos. Só que os dois jogaram muito mal. E mais, a defesa flamenguista ficou aberta aos contragolpes.

Se não fosse o toque leve demais e a grande forma física de Juan, mesmo com 38 anos, e o artilheiro Gigliotti quase virou o jogo. O zagueiro fez um esforço sobrenatural e tirou a bola em cima da linha.

O nervosismo dominou completamente os flamenguistas no segundo tempo. Foi irritante. Eles precisavam de apenas mais um gol para levar a decisão para a prorrogação. Mas seguiam desesperados, como se precisassem de uma vantagem de quatro, cinco gols. E dá-lhe levantamento na área para o gigante Amorebieta de 1m92 se consagrar, com suas cabeçadas. Ariel Holan o colocou nesta partida final, já contando com a falta de imaginação flamenguista.

O Independiente segurou o jogo, se agarrou ao empate. E recuou demais nos últimos dez minutos de jogo. E quase acaba pagando pela falta de ambição. Aos 47 minutos, Vinicius Júnior cruzou, o goleiro Campanã saiu mal, a bola sobrou para Diego, que foi travado. Ela sobrou para Rever de frente para o gol, com Campaña voltando, desesperado. O zagueiro chutou por cima.

Foi feito justiça.

Pelo que jogou, o Flamengo não merecia o título.

Vândalos de suas torcidas organizadas, que deram vexame antes do jogo, deram após a partida. Depredando o Maracanã, trens, vagões de metrô.

Aprenderam na prática que deixar o adversário sem dormir e usar drone para transmitir seu treino, são atitudes desleais que não funcionam.

Ainda mais com um time tão irregular quanto o Flamengo.

Rueda que aproveite bem as férias.

E repense o futebol.

Diante de tanta expectativa, o resultado até agora é decepcionante.

Enquanto isso, o Independiente comemora seu 17º torneio internacional.

Assume ser o Rei da América.

Com todo mérito.

Foi o melhor time da Copa Sul-Americana.

Não é por acaso que Ariel Holan tem uma grande proposta.

Assinar por mais cinco anos.

Ele mostrou talento como engenheiro do time.

Rueda ficou devendo.

Nem com a ajuda dos vândalos, o Flamengo foi campeão...

Ainda mais com um time tão irregular quanto o Flamengo. Rueda que aproveite bem as férias. E repense o futebol.


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