Veja os clubes que mais sofreram com lesões em 2017

GLOBO ESPORTE: O Campeão da Libertadores, o Grêmio foi o clube com mais mais baixas de atletas para o Departamento Médico neste ano: foram 61 no total. Apesar de focar na competição continental e de ter poupado jogadores durante o ano, o Tricolor Gaúcho sofreu com perdas importantes por motivos clínicos. De janeiro a dezembro, 29 jogadores diferentes do Imortal foram vetados pela equipe médica do clube em pelo menos uma partida da temporada. O levantamento do GloboEsporte.com entre os 20 clubes da Série A aponta ainda que Coritiba, Cruzeiro, São Paulo e Vitória também sofreram bastante com ausências de jogadores lesionados e fecham o Top 5 de equipes com mais atletas no DM em 2017.

Por outro lado, três clubes merecem destaque por registrarem menos de 30 baixas no DM durante todo o ano: Atlético-GO (22), Avaí (29) e Palmeiras (29). O Dragão foi a equipe com o Departamento Médico mais vazio entre os clubes da elite deste ano, mas vale mencionar que foi também o time com menos partidas oficiais: 56. O Palmeiras, dono de um elenco recheado, viu 18 jogadores diferentes se tratando com a equipe médica do clube durante o ano. Um número baixo se comparado aos 29 do Grêmio.

Em comparação com o levantamento de 2016, houve um ligeiro crescimento na quantidade de lesões - passou de 824 para 884 neste ano. Para o ex-médico da seleção brasileira e do Flamengo, Dr. José Luiz Runco, o momento de aumento no número de partidas das equipes tem relação direta com a quantidade de lesões registradas.

- No momento em que os campeonatos aumentaram, isso levou a um aumento no número de jogos. Você vai ter uma chance de lesões maior porque você tem: primeiro o desgaste do jogo, segundo um tempo menor de recuperação e, com isso, a exposição maior do jogador. E terceiro o menor tempo de condição de manutenção e treinamento porque está se jogando domingo, quarta e domingo o ano todo.

Clube com menos baixas clínicas no ano passado, o Flamengo sofreu com perdas importantes por lesão neste ano. Em 2017 foram 42 problemas médicos apurados, enquanto ano passado foram 22 - mesmo número do Dragão desta temporada. Vale destacar ainda o fato de o Rubro-Negro ter sido o clube com mais jogos oficiais na elite do futebol brasileiro: 83.

Apenas lesões de traumas ou musculares. Ausências por questões clínicas como doenças,
viroses ou indisposições não entraram no cálculo (Foto: Infoesporte)
Coxa, joelho e tornozelo são locais mais afetados com lesões na elite do futebol

O estudo do GloboEsporte.com permitiu analisar também as partes do corpo mais atingidas com problemas musculares. Com isso, a coxa foi disparada o local do corpo com mais lesões. Dos 884 vetos clínicos da temporada, 359 foram devido a problemas na coxa - cerca de 40%.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional dos Médicos do Futebol, Dr. Jorge Pagura, as lesões musculares ocorrem em maior porcentagem devido aos movimentos de explosão, recorrentes em partidas de futebol, onde a coxa tem papel de destaque. A coxa é o músculo mais exigido numa partida.

- A coxa é o músculo mais atingido porque é o mais usado para se fazer o movimento (no futebol). O movimento do chute, da explosão, da corrida se usa muito a coxa. Quando você faz o movimento de chute, a parte anterior da coxa é que dá o primeiro movimento. Então, você tem esse tipo de alteração.

Outros motivos são baixas clínicas como doenças, viroses ou indisposições (Foto: infoesporte)
Em relação ao levantamento de 2016, houve um crescimento na quantidade de lesões no joelho. Foram 136 no ano passado e 173 em 2017. Para o Dr. Runco, há uma explicação para o aumento de lesões no local.

- O joelho é a maior articulação do corpo humano. No futebol se trabalha muito com aceleração e mudança de direção. Automaticamente, se você não tiver condições de trabalhar bem a massa muscular do seu atleta e se não tiver condições de melhorar a qualidade da massa muscular, ele fica exposto a sobrecarregar o joelho.

Quanto ao tornozelo - terceira parte do corpo mais atingida por lesões, Runco argumentou que houve uma preocupação com a melhora na qualidade dos campos para prevenção e diminuição das entorses na região.

- Comprovadamente os campos melhoraram: todos são verdadeiras arenas. Então, o tornozelo ficou mais “defendido” das lesões - disse o ex-médico da seleção. A quantidade de lesões no tornozelo diminuiu ligeiramente em comparação com 2016 - passou de 89 para 87.

Critérios e Metodologia

As informações levantadas para esta pesquisa foram retiradas nos sites oficiais de cada um dos 20 times que disputaram a Série A em 2017, além do divulgado pelas assessorias no dia a dia dos clubes.

O recorte temporal deste levantamento foi de 01 de janeiro de 2017 até a data da publicação desta matéria: 20 de dezembro de 2017. Todas as lesões sofridas pelos jogadores fora deste universo temporal não entraram na pesquisa.


O critério para inclusão de um atleta no levantamento foi o veto pelo Departamento Médico de pelo menos uma partida por motivo clínico. Todos os problemas médicos que impediram a escalação do jogador na equipe para a partida seguinte foram computadas na pesquisa.

Clube com menos baixas clínicas no ano passado, o Flamengo sofreu com perdas importantes por lesão neste ano.


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