Flamengo evolui, mas precisa incorporar sua identidade

O GLOBO: Por Carlos Eduardo Mansur

Algo mudou no futebol de base do Flamengo. E para melhor. Há um projeto, a sensação é que a qualidade média dos jogadores que atingem o fim da cadeia produtiva subiu e há resultados. Mas a forma como alguns deles têm sido atingidos emite um aviso: o próximo passo é o mais importante e delicado de todos.

Boa parte do projeto é tocado em parceria com a Double-Pass, consultoria belga que ajudou a reformular a base na Alemanha e na Bélgica, para citar casos de sucesso. A etapa atual consiste em definir que futebol o Flamengo pretende praticar, que estilo quer ver em suas equipes e como formar jogadores que atendam ao modelo de jogo. No fim das contas, que identidade o clube quer assumir. E a ideia na diretoria do Flamengo é não se distanciar da tradição de jogo ofensivo, baseado na construção, iniciativa, protagonismo.

O caminho parece longo. As perdas de jogadores, o desgaste ou a reconhecida superioridade do São Paulo permitem relativizar o time acuado de ontem, no Pacaembu. Mas não tem sido incomum ver o Flamengo progredir em torneios de base com modelos conservadores, bem mais competitivos do que vistosos. Em 2016, o time campeão com Zé Ricardo iniciou a Copinha disposto a ser protagonista mas, em partidas-chave, teve na marcação forte e nas transições rápidas armas fatais.

Flamengo, campeão da Copinha 2018 - Foto: Divulgação
Não que sejam comportamentos deliberados. Ocorre que o Flamengo, por vezes, ainda sofre para vencer com a identidade que pretende assumir. É um processo.

Como disse Marcelo Bielsa, não é necessário que todos os times de base de um clube joguem num mesmo sistema tático. Ao contrário, é útil que o jovem se habitue a sistemas diferentes. O que não pode variar é a ideia central.

Formação é um processo longo, delicado e amplo. Que varia em função da personalidade que cada clube pretende assumir. Ter uma identidade ofensiva, ousada, propositiva, inclui dar ao jogador o hábito de se expressar futebolisticamente em diversas ocasiões, em especial as mais nobres. E ontem, a rigor, quem se expressou em campo foi o São Paulo. Sempre ponderando, claro, os percalços que o Flamengo sofreu na Copa SP. Na caminhada, o time contragolpeou o Avaí, abusou das bolas longas e do pragmatismo contra a Portuguesa.

A base rubro-negra evolui. Mais decisiva do que uma final de Copinha, será incorporar sua identidade. É o próximo passo.

A base rubro-negra evolui. Mais decisiva do que uma final de Copinha, será incorporar sua identidade. É o próximo passo.



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