Flamengo se consolida como vanguarda da responsabilidade fiscal

Flamengo, você é gigante. Por isso, vá em frente! E enfrente seus adversários de forma inteligente (sem medo).

FALANDO DE FLAMENGO: Por Thiago Nascimento

O futebol brasileiro sempre foi conhecido pelo jogo bonito. O mundo do futebol sempre reverenciou a técnica e a capacidade inesgotável de improvisação do jogador brasileiro. O drible seco, arrojado e humilhante em cima do marcador, sempre marcou um estilo único. O estilo que só o Brasil tem.

Apesar da crescente exportação de talentos, os clubes brasileiros sempre se notabilizaram na arte de revelar grandes jogadores. E logicamente, o Flamengo nunca ficou a margem desse processo. Não a toa, tem talhado em seu DNA, o famoso slogan que diz que craque se faz em casa.

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Entretanto, o futebol brasileiro também possui uma pecha que não é nem um pouco interessante para o mundo do futebol. Muitos clubes se notabilizaram por serem maus pagadores (e o Flamengo não era uma exceção) nas mais diversas esferas financeiras que envolve uma organização esportiva brasileira (e em alguns casos, até mesmo, mundial).

Esses problemas de certa forma, influenciaram e influenciam até hoje em toda a conjuntura da organização do futebol brasileiro. Até por quê, qual é a envergadura moral que tais clubes possuem para exigir e serem partícipes da renovação da estrutura do futebol nacional? Que moral esses clubes possuíam (e em muitos casos, ainda possuem) para propor soluções para a criação de uma liga, reformulação do calendário anual do futebol brasileiro, comercialização do futebol como produto e indo muito mais a fundo: exigir e propor soluções para a total reformulação de gestão nas federações (e confederação) de futebol?

A partir de Janeiro/2013, o Flamengo possuía uma nova equipe para realizar a sua gestão.

Eleita em Dezembro/2012, a chapa vencedora tinha como mote, recolocar o Flamengo nos trilhos.

E de que forma isso aconteceria? Essa solução viria através das melhores técnicas financeiras, administrativas e institucionais que o mundo dos negócios possui. Seja no Brasil ou no mundo.

Em que pese a competência de todos os envolvidos naquele processo, a gestão em sí, não fez nada além da sua obrigação. Até porque todo o indivíduo que vive em uma sociedade, possui seus direitos e deveres. E entre os seus deveres, estão o recolhimento de impostos e outras obrigações do dia a dia.

O Flamengo, assim como outras organizações constituídas no Brasil, também possui os seus direitos e deveres.

E esses dois itens devem (ou ao menos deveriam) ser honrados por todas gestões que por ali passem.

Por esse motivo, o Flamengo vêm se destacando nesses quesito. Embora, acredite que muitos itens precisam ser melhorados na gestão como um todo, dentro e fora das quatro linhas, o clube em sí, vem evoluindo.

Ainda citando o ano de 2013, o movimento que foi incutido no Flamengo, surtiu efeito. A imagem de um clube que honra seus compromissos financeiros, se destacou positivamente não só na torcida, mas também no mundo do futebol e também no mundo dos negócios.

Em um primeiro momento, todos os verdadeiros amantes do futebol, possuíam um fio de esperança que a iniciativa do Flamengo surtisse efeito positivo em outras instituições futebolísticas. Afinal de contas, que clube de futebol não gostaria de ter como bechmarketing, o Flamengo como referência para o seu próprio sucesso?

Pois bem, se tratando de futebol brasileiro, infelizmente esse modelo não foi replicado para os demais clubes em um primeiro momento. E por isso, o Flamengo passou a ser considerado por muito especialistas em gestão, um peixinho no imenso oceano do futebol brasileiro.


E em função dessa disparidade de gestão, tornava-se necessário a criação de um modelo regulador do futebol. Até porque, não é justo competir contra adversários que não honram seus compromissos administrativos e financeiros.

Acredito que todos concordam que esse tipo de atitude, não é justa com com clubes que são corretos e honram os seus compromissos o tempo todo.

Um clube de futebol não pode ser um pagador de dívidas por conta de irresponsáveis administrações anteriores, enquanto outros clubes que também possuem estratosféricas, montam grandes equipes e conquistam títulos, mas que não honram seus compromissos financeiros. Acredito que esse tipo de situação, seja completamente antidesportivo.

Para impedir essa falta de nivelamento administrativo/financeiro/esportivo, criou-se o Profut.

O Flamengo, não teve maiores problemas para se adequar as normas do Profut, pois como dito anteriormente, o clube já vinha praticando uma gestão condizente com a grandeza da agremiação. Portanto, não houveram maiores sustos com as contrapartidas exigidas para os clubes que aderissem ao Profut.

Fato esse, que se deve e muito para uma importante medida implementada no clube. E tal medida, atende pelo nome de LRF (ou Lei de Responsabilidade de Fiscal).

Com essa medida, o Flamengo se consolida como a vanguarda da responsabilidade da fiscal. Não a toa, o clube foi um dos maiores entusiastas da criação do Profut.

Após a sua criação em 2015, uma medida que parecia ser salvadora para os clubes brasileiros, infelizmente parece não emplacar. Até o momento, sanções como perda de pontos, exclusão de campeonatos e até mesmo um rebaixamento para divisões inferiores do Campeonato Brasileiro, ainda não emplacaram na Série A. E ao que tudo indica, parece haver uma maior falta de controle por quem deveria controlar. Além disso, parece haver um endividamento cada vez maior de muitos clubes. E até mesmo, clubes que sequer pagam salários em dia.

Portanto, eu pergunto a você que está lendo esse texto:

Aonde está a regra igualitária para todos?

E o Flamengo que tanto colaborou com esse processo, aonde está? Vai aceitar calado, essa banalização do Profut? Quando irá se manifestar institucionalmente de forma dura sobre tal assunto? Vai manter suas contas e finanças em dia (que é uma obrigação!), mas vai aceitar perder campeonato para times que não honram seus compromissos???

O Flamengo tem um poder de comunicação inigualável. Talvez nenhuma organização no país tenha tamanha capacidade de mobilização de pessoas, órgãos e demais instituições privadas do nosso país. Então que utilize de forma benéfica e pacífica a seu favor.

É preciso ir muito além das notas oficiais.

É necessário marcar uma posição institucional.

É necessário ir semana sim e outra também a rádios, tvs e órgãos públicos para pedir, fiscalizar e exigir que se todos os termos definidos no Profut!

Por quê não, até mesmo utilizar a FlaTV regularmente com esse intuito?Fazendo vídeos sobre o assunto e até mesmo trazendo partes interessadas para debater em vídeos ao vivo?

O Flamengo precisa agir como inigualável personagem Capitão Nascimento. Após tal personagem passar todo o filme Tropa de Elite 1, combatendo sozinho de forma heróica todos os seus adversários no plano operacional/tático, ele se deu conta ao final do filme Tropa de Elite 2, que essa “guerra” já estavavencida. E que por isso, ele deveria subir mais um degrau a mais para continuar os combatendo. Só que dessa vez, o bom combate aconteceria no plano estratégico.

Flamengo, você é gigante. Por isso, vá em frente! E enfrente seus adversários de forma inteligente (sem medo).

Até a próxima!

Saudações Rubro Negras.

** Quer sugerir um tema? Então me siga no Twitter @thiagocsc e deixe a sua sugestão, crítica ou elogio.


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