Libertadores: 10 jogadores que podem fazer a diferença

EUGÊNIO LEAL: A edição 2018 da Libertadores promete ser inesquecível. Não só pela presença de muitos campeões, mas pelos times que estes clubes estão montando. Há vários jogadores com potencial para desequilibrar na competição mais importante do continente. Escolhi dez que acredito estarem prontos a liderar suas equipes em boas campanhas. Os caras que podem atrapalhar a vida dos brasileiros. Portanto, fique de olho!

Carlos Tevez – Boca Juniors

Foto: LUIS ACOSTA/AFP
Impossível não cair no lugar comum para iniciar esta lista. A contratação do Apache desta vez não tem o mesmo impacto da última, quando veio de uma Juventus que tinha chegado à final da Champions. O último ano dele foi péssimo na China. Um período em que Tevez aumentou a conta bancária em 155 milhões de reais, mas não jogou nada.

Apesar de tudo sabemos que, entrando em forma, ele tem tudo para ser o melhor jogador da competição. Qualidade não falta para isso. Tevez ainda tem lenha pra queimar.

Giovanni Moreno – Atlético Nacional

A grande contratação do futebol colombiano, uma das mais importantes do continente nesta janela. É um ídolo voltando. Uma resposta à torcida depois de um semestre sem brilho do principal time do país.

Moreno está com 31 anos e acaba de fazer a melhor de suas seis temporadas no Shangai Shenhua, da China. Foram 15 gols e 5 assistências em 33 jogos. E ele não é atacante, mas sim um meia criativo. Revelado pelo Envigado, passou pelo Atlético Nacional entre 2008 e 2010 chegando a ter média de 0,73 gol por jogo na última temporada. Vendido ao Racing, encantou a Argentina com seus dribles e finalizações que lembram o futebol de Riquelme.

Uma lesão nos ligamentos do joelho o tirou da Copa América de 2011, em seu melhor momento. Seguiu logo depois para a China onde foi referência da equipe de Shangai. Volta à Colômbia pensando em disputar uma vaga na seleção que vai à Copa do Mundo. Cuidado com suas letras!

Lautaro Martinez – Racing

Camisa 10 da seleção sub-20 que defendeu a Argentina na fracassada campanha do último mundial da categoria, Martinez amadureceu durante a temporada 2017. Entrou aos poucos no time e terminou o ano como seu principal jogador. Neste período sofreu com uma lesão que o deixou fora de combate por alguns meses. Joga no comando do ataque, embora não tenha porte de centroavante. Sua habilidade faz a diferença. Rejeitou proposta do Atlético de Madrid para jogar a Libertadores.

Jorge Valdívia – Colo-Colo

Campeão e eleito o melhor jogador do campeonato chileno, Valdívia encontrou no Colo-Colo um lar para seu bom futebol e seu grande ego. Segue se envolvendo em polêmicas, mas tem atuado com regularidade. E essa é a grande notícia. Com a bola nos pés, todos nós conhecemos sua qualidade. Foi eleito o craque do Torneio Transición 2017.

Maximiliano Meza – Independiente

Ele foi o grande maestro do time campeão da Copa Sul-americana. Era quem fazia a transição defesa-ataque e ainda chegava com força e velocidade na área para cruzar ou finalizar. Um jogador que ganhou espaço no time ao longo da temporada e terminou como principal dupla de Barco nas ações ofensivas. Há rumores de interesse mexicano em sua contratação. Se ficar, será o homem a ser marcado no time de Holán.

Enzo Pérez – River Plate

Vendido em 2015 pelo Benfica ao Valencia por 25 milhões de euros, o meio-campista não rendeu bem na Espanha e voltou à Argentina para jogar no seu time de coração no segundo semestre de 2017 por apenas 3 milhões de euros. Titular na final da Copa do Mundo de 2014, ele ainda não mostrou o que sabe desde a chegada ao time de Marcelo Gallardo. Aos 31 anos, precisa jogar bem pois está nos planos de Sampaoli para a Rússia. Seria sua última Copa.

Yimmi Chará – Junior Barranquilla

Muitos brasileiros conheceram as qualidades de Chará nos jogos contra o Flamengo pela Sul-americana, mas poucos lembram (ou sabem) que ele estave em campo no fatídico jogo entre Corinthians e Tolima, em 2011. Aos 20 anos, Chará estava aparecendo no futebol colombiano, e mostrou qualidades na ocasião.

De lá pra cá passou pelo Monterrey-MEX, Atlético Nacional e Dorados-MEX. Chegou no meio de 2016 ao Junior onde formou um dupla perigosa com Teo Gutierrez. Ele estará de volta com seus dribles e tabelas nesta Libertadores. Entra na fase preliminar, mas com pinta de favorito a chegar à fase de grupos.

David Pizarro – Universidad de Chile

Depois de uma longa carreira na Itália, onde jogou por Udinese, Roma, Inter e Fiorentina, Pizarro voltou ao Chile em 2015 para jogar pelo clube que o revelou, o Santiago Wanderers, mas não foi muito bem por lá. Ficou parado por um tempo até encontrar espaço na Universidade de Chile.

Aos 38 anos, ele não tem sido titular, mas ainda assim é fundamental. Costuma entrar no segundo tempo para dar o toque de qualidade que falta ao meio de campo. Tem jogado com mais liberdade para se aproximar do ataque. Por isso marcou 3 gols no último campeonato, um deles na vitória no clássico contra a Universidad Catolica.

Airton Preciado – Emelec

Depois das saídas de Bolaños e Mena, o Emelec teve dificuldades para encontrar uma nova referência ofensiva. Ao longo do ano de 2017 o meia esquerda Ayrton Preciado assumiu a condição de líder da equipe neste quesito. Junto com Fernando e Gaibor e Braian Angulo ele formou o trio que conduziu os elétricos a mais um título equatoriano.

Preciado chegou aos azuis no início do ano passado vindo do Aucas depois de ter tentado a sorte em clubes pequenos de Portugal. É jovem (23 anos) e tem espaço para evoluir. Olho nas diagonais que ele faz saindo da esquerda. Costumam ser mortais.

Maxi Rodriguez – Peñarol

Aos 37 anos o ídolo do Newell´s Old Boys deixou o clube do coração após sua segunda passagem e preferiu não ficar na Argentina. Aceitou o convite do gigante Peñarol e ajudou o clube a conquistar o título uruguaio de 2017, marcando 6 gols.

Maxi jogou no Espanyol, Atlético de Madrid e Liverpool em sua carreira europeia. Foi titular da Argentina na Copa de 2006 quando marcou um golaço nas oitavas de final, eliminado o México. Em 2012 voltou ao Newell´s para cinco temporadas de bom futebol. A crise financeira o tirou de lá.

Ainda é um jogador com muita mobilidade e faz a diferença pela inteligência.

Muitos brasileiros conheceram as qualidades de Chará nos jogos contra o Flamengo pela Sul-americana.

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