Marlos Moreno em busca do brilho perdido

GLOBO ESPORTE: Quem acompanha Marlos Moreno desde a meteórica ascensão no Atlético Nacional se surpreende que ele esteja de volta à América do Sul apenas um ano e meio após ser um dos principais responsáveis pelo título da Libertadores 2016. Vários destaques da América hispanohablante decepcionaram no futebol brasileiro nos últimos tempos, mas, se depender do talento que já demonstrou, o Flamengo pode ter trazido uma joia de alto quilate que pretende reencontrar o brilho perdido em algum ponto da travessia do Atlântico.

O jovem atacante despontou de maneira fulminante no final de 2015 e logo assegurou lugar no esquadrão cafetero montado pelo Atlético Nacional, que antes de conquistar a Libertadores já havia imposto uma forte hegemonia no futebol colombiano. Antes mesmo de completar 19 anos, Moreno já vestia a camisa verdolaga e marcava gols fundamentais para a conquista do Torneo Finalización 2015. Foram cinco gols em quinze jogos, inclusive na final contra o Junior de Barranquilla, além de passes preciosos e jogadas que misturavam ousadia e voluntarismo.

Marlos Moreno no Flamengo - Foto: Staff Images
Antes disso, Marlos Moreno já era tratado como uma joia a ser lapidada pelo Atlético Nacional, pois frequentava as seleções de base da Colômbia desde os tenros 16 anos. Chegou ao clube com 14 anos e jogava como centroavante – quem o deslocou para atuar como atacante pela esquerda foi Juan Carlos Osorio, técnico multicampeão pelo time de Medellín entre 2012 e 2015 que viu na velocidade do pibe uma arma diabólica para desmontar defesas a partir do lado do campo.

Em 2016, o jogador nascido em Medellín, em 1996, teve um primeiro semestre primoroso. Moreno consagrou-se como um dos ARTÍFICES do Atlético Nacional que demonstrou o melhor futebol da Libertadores e espalhou a fiebre verdolaga por todo o continente. Ele foi titular do time comandado por Reinaldo Rueda durante toda a competição, teve atuações luxuriantes e aos 19 anos já era campeão da América. De quebra, foi eleito para a seleção da competição. Em março daquele ano, já havia começado a frequentar a seleção principal da Colômbia, convocado por José Pékerman para os embates das Eliminatórias para a Copa do Mundo. O imberbe meteoro cafetero não passou despercebido pelas pupilas cor de petrodólares do Manchester City, que o anunciou um dia após a conquista da Libertadores.

O que tem de bola no corpo, Moreno também tem de timidez, segundo se diz. Talvez por isso não tenha vingado no La Coruña e no Girona, para onde o clube inglês o mandou para que se adaptasse às canchas além-mar. (Se bem que em certas dragas europeias nem o mais extrovertido dos arlequins vingaria.) Se não conheceu Pepe Guardiola, o atacante colombiano tem como técnicos da sua vida Juan Carlos Osorio, que o subiu para o profissional, e Reinaldo Rueda, com quem viveu seu precoce esplendor, ambos curiosamente com efêmeras passagens pelo futebol brasileiro. Este último, inclusive, é o responsável pela chegada de Moreno à Gávea.

Qualquer esperança de viajar à Copa da Rússia passa por um grande semestre vestindo a camisa rubro-negra. No clássico morno contra o Vasco, o jovem colombiano já deu ares daquele jogador que assombrou os gramados sul-americanos no primeiro semestre de 2016. Toda ponderação é necessária, até porque exemplos decepcionantes não faltam. Mas, numa dessas, em um negócio de rara oportunidade, até periga o Flamengo conseguir fazer o diamante colombiano reluzir novamente.

O Flamengo pode ter trazido uma joia de alto quilate que pretende reencontrar o brilho perdido em algum ponto da travessia do Atlântico.

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