O segredo do sucesso da Base do Flamengo

GOAL: Por Bruno Guedes

Surpreendeu para muita gente o sucesso dos jogadores Sub-20 do Flamengo que, em apenas uma semana, conseguiram o feito de vencer duas partidas da Copa SP de Juniores e ainda garantir vitórias no Campeonato Carioca sobre Volta Redonda e Cabofriense. Dentro do clube não teve surpresa. Desde que a nova diretoria assumiu a gestão Rubro-Negra, a maior preocupação no campo esportivo foi justamente com a base.

Como dissemos aqui há algumas semanas, uma forte reformulação aconteceu e de forma silenciosa. Assim que assumiram o comando do Flamengo, Bandeira de Mello e seus diretores receberam a informação de que a base do clube precisava de uma estruturação mais atualizada e alinhada com as praticadas no mundo, mas principalmente na formação de novos jogadores. E o grande foco estava no Sub-20, categoria essa que é considerada anterior aos profissionais.

Vitor Gabriel comemorando gol pelo Flamengo - Foto: Staff Images
De 2005 a 2013, a grande revelação do clube tinha sido Renato Augusto. Vendido ao Bayer Leverkusen por € 10 milhões (R$ 39 milhões na cotação atual), os cofres rubro-negros ficaram só com € 6 milhões. Desde então nenhum outro jogador conseguiu se firmar como ídolo, mesmo com tantas promessas. A primeira grande mudança começou em 2014, após meses de avaliações e análises de equipes de base pelo país. O então técnico do Sub-15 Zé Ricardo assumiu o comando da Sub-20, substituindo o treinador Marcelo Buarque.

Foram implantadas mudanças de treinamento e filosofia de jogo. Habituados a resultados, o foco passou a ser a formação quase de forma exclusiva. Zé passou a padronizar, principalmente, as estruturas táticas, focadas num futebol muito reativo e jogadores que conseguissem explorar a velocidade com habilidade.

Dias depois conquistou a Torneio Otávio Pinto Guimarães (OPG), já com atletas como Vizeu, Matheus Sávio e Jorge. No ano seguinte ganhou o Carioca após oito anos e a Copinha em 2016. Essa ideia também foi passada para demais categorias inferiores, como a Sub-15, que chegou pela terceira vez nos últimos quatro anos da Copa do Brasil (2015, 2017 e 2018).

Com sua efetivação para o time principal, Maurício Souza foi contratado. Com um dos melhores trabalhos do ano, feito no Botafogo, o técnico, assim como Zé, é oriundo do futsal e valoriza demais o trabalho coletivo. O ritmo continuou e agora com a orientação da Double Pass trazendo conceitos mundiais. Sem tempo para treinos, Carpegiani lançou os jovens que, com a parte tática sólida, conseguiram se impor no Carioca.

Como dizem: "a base vem forte". Mas com fruto de muito trabalho.

Como dissemos aqui há algumas semanas, uma forte reformulação aconteceu e de forma silenciosa.



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