Qual o pior Flamengo que você já viu?

ESPN FC: 2018 tá aí e a gente não pode cogitar algo pior que 17. Calejados, entramos no ano cheio de dúvidas. Rueda fica ou vai? A diretoria esperará a definição do treinador para entrar de cabeça no mercado? Cariocão obrigação? O que sabemos é que 2017 não pode servir de exemplo. Jogamos final de campeonato sem goleiro, nosso melhor jogador no ano esteve em campo por menos de 5 minutos na Libertadores. Sim, o Brasil esperava um Flamengo poderosíssimo com Alex Muralha e Rafael Vaz no time titular.

As duas figuras me fizeram pensar naquela tradicional brincadeira boa pra memória e ruim pro coração: Juntando todos os atletas que vi no Flamengo, quais formariam o pior time?

Alex Muralha, sem sombra de dúvidas, estaria nele. Mas e Rafael Vaz? Aí precisa se considerar o critério. Um reserva péssimo que jogou 3 jogos é pior que um titular ruim que jogou 40?

Foto: Divulgação
Tentando balancear a proporção “ruindade x frequência em campo”, montei o meu XI desideal. Vale destacar que nasci em 1991 e sou de São Paulo. Ou seja, até 2007, mais ou menos, não conseguia assistir a grande parte dos jogos do Flamengo. Imagino que isso possa pesar um pouco nas minhas escolhas.

Vamos aos vencedores!

Goleiro – Alex Muralha: Não precisa de muita explicação. É o cara que tomou gol de cucuruto, em câmera lenta, do Thiago Heleno; errou na saída de bola e depois "reerrou" após o Sport cobrar o lance perigoso; não pega um pênalti e, escorraçado pela torcida, decidiu driblar Ricardo Oliveira.
Menção honrosa: Diego

Lateral-direito – China: Chegou para reforçar o time vice-campeão para o Santo André, livre do rebaixamento apenas na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2004. Leonardo Bruno dos Santos Silva, o popular China, foi descoberto por um cego. Não preciamos ir além.
Menção honrosa: Luciano Baiano

Zagueiros: Gustavo Geladeira e Rafael Vaz: Aqui a mescla entre um cara péssimo que disputou poucos jogos e um ruim que jogou vários. O zagueiro que foi dispensado pelo Orlando City antes de o time disputar o primeiro jogo de sua história e o que foi contratado por jogar bem de falso 9. O que não fez gol de falta e o que também não fez.
Menções honrosas: Irineu, Erazo

Lateral-esquerdo – Magal: A lateral esquerda do Mengão é posição fortíssima nessa disputa aqui. Vou de Magal por ele ter sido tiular em um bom tempo, em 2012. Teve mais chances de fazer melhor que caras como Rodrigo Alvim, Anderson Pico, Armero e o glorioso Jorbison, que retornou do empréstimo ao Duque de Caxias admitindo ser gato e revelando seu verdadeiro nome: Maxwell.
Menção honrosa: Egídio

Volantes – Colace e Clayton: Hugo Colace chegou à Gávea como uma verdadeira promessa. Havia passado pelas seleções de base da Argentina, ostentado a faixa de capitão. No Flamengo, se destacou por ser expulso com menos de 10 minutos em campo diante do Vasco. Merecidamente, não teve mais chances. Já Clayton veio rodado, com uma experiência que o habilitou a ser o capitão do Mengo na Libertadores 2007. Não fez porra nenhuma e sua liderança acabou lhe dando o apelido Clayton Palminha, porque bater palma era o que melhor desempenhava em campo.
Menções honrosas – Corrêa, Jaílton

Meias – Walter Minhoca e Carlos Eduardo: Walter Minhoca deu azar de Corrêa ser volante e não meia, senão ele que estaria aqui para fechar o meio campo dos 4 Cs. Com qualidades no Palmeiras, foi totalmente nulo no Mengão. Enfim, falemos de Walter Junio da Silva Clementino, mineiro que não tem muita culpa de ter vindo para o Flamengo. Ney Franco pediu e a diretoria atendeu. Minhoca chegou a vestir a 10, jogou 19 vezes, não fez nenhum gol. Já Carlos Eduardo veio com status de grande jogador, veio pra vestir a 10, veio como grande contratação para 2013. Não terminou como 10, não fez uma partida boa sequer. Marcou um gol, importantíssimo, mas que a minha mãe faria.
Menções honrosas – Mugni, Adryan

Atacantes – Borja e Marcelo Moscatelli: Primo de Rentería, Cristian Borja chegou no Flamengo como destaque do Caxias, goelador e tal. Perdeu chances claras de gol, uma delas contra o Vasco, e deixou de ter chances em campo. Péssimo. Ao lado dele, uma das potências do poderoso ataque do Flamengo no biênio 2004-2005. Tivemos Dill, Dimba, Whelliton, Fabiano Oliveira, Josafá, Negreiros... Todos esses tiveram suas chances, foram testados no time titular. Marcelo Moscatelli não. Era tão grosso que nem nessa época lhe foi concedido um lugar ao sol.
Menções honrosas – Dimba, Diogo (2010)

Técnico – Ney Franco: Senhor Waldemar foi o único treinador na história recente que abdicou do Campeonato Carioca. Focou-se na Copa do Brasil e chegou à decisão, diante do Vasco, após eliminar o Ipatinga de Ney Franco. Havia uma Copa do Mundo entre a semifinal e final e a diretoria resolveu trocar um pelo outro. Ney Franco veio, o Mengão foi campeão, e ele começou a botar as asinhas de fora, pôs-se a importar atletas do Ipatinga. Trouxe Walter Minhoca, Léo Medeiros e Diego Silva, de cara. Depois buscou a exceção à regra, Paulinho, para o Brasileiro de 2006. 2007 era ano de Libertadores, o Flamengo precisava de jogadores competentes para disputar o torneio. Ney Franco vestiu o Manto Sagrado em mais 4: Leandro Salino, Luizinho, Jaílton e Irineu. Só os jogadores trazidos por Ney Franco já dariam um excelente pior Flamengo de todos os tempos. Não à toa o time se afundou na zona do rebaixamento no Brasileirão 2007, sendo salvo por Joel Santana, novos reforços, e pelos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, que adiaram 5 partidas nossas no Maracanã. Essas disputadas sem os dedos de Ney Franco, o homem que tentou vencer a Libertadores com o Ipatinga.
Menção honrosa – Ney Franco (segunda passagem)

Dá pra montar dezenas de times com jogadores diferentes. O que não dá é para o Flamengo, em pleno 2018, ter em sua equipe titular candidatos (ou integrantes) à seleção dos piores. Não termos a certeza do treinador não é culpa da diretoria, mas o departamento de futebol tem imensa responsabilidade por passarmos um semestre inteiro de com Alex Muralha e Rafael Vaz. Um abraço para Zé Ricardo também.

Em 2016 não tínhamos zagueiro, em 2017 não tínhamos goleiro. Que em 2018 a gente tenha um planejamento decente no futebol do Flamengo.

Feliz ano novo!

PS: Sintam-se à vontade para montar o pior Flamengo que já viram nos comentários.

Em 2016 não tínhamos zagueiro, em 2017 não tínhamos goleiro. Que em 2018 a gente tenha um planejamento decente no futebol do Flamengo.


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