"Todo mundo quer jogar num time de torcida como do Flamengo", diz Ramon

GLOBO ESPORTE: Veio brasileiro, meio dominicano, meio americano... Nascido na República Dominicana, Ronald Ramon se mudou para Nova York com apenas nove anos. Mais tarde, depois de se tornar jogador de basquete prossional, passou por Venezuela, Uruguai e Argentina, mas se firmou mesmo no Brasil. Se apaixonou de tal maneira que seu filho, Ronald Ramon Jr, mais conhecido como RJ, de dois anos, nasceu no país. O armador vive aqui há oito anos. Desde 2016, defende as cores do Flamengo. E logo em sua primeira temporada, foi campeão estadual e nacional. Em 2017, o Carioca não foi disputado, e o caneco do NBB acabou ficando com o Bauru. O estrangeiro "meio brasuca" quer viver novamente essa emoção.

Ele sabe que o caminho é longo, e o objetivo final ainda está longe. E por isso, nada de moleza. Neste domingo, dia 14 de janeiro, para se ter uma ideia, vai comemorar seus 32 anos em quadra com os companheiros do Rubro-Negro no Ginásio Paulo Sarasate, onde enfrentará o Basquete Cearense às 12h (de Brasília), em jogo válido pela temporada regular do NBB.

Ronaldo Ramon, do Flamengo - Foto: Divulgação
- Na verdade, a gente nunca se acostuma muito. É nosso trabalho. Especialmente para estrangeiro, a gente sempre está fora, Natal, Ano Novo, fica longe de nossa família. Mas é uma coisa que a gente deixa para trás para fazer o que a gente ama, que é jogar basquete. É uma coisa boa, porque você está fazendo o que você gosta. Dá para comemorar um pouco com seus companheiros. Eles fazem alguma coisa especial sempre, dá aquela ajuda para você se animar, mas é isso. Eu acho que os companheiros que temos são a nossa segunda família. Convivemos juntos todos os dias, mais que a família. É treino, viagem, tudo junto, então é especial - comentou Ramon que, apesar de estar totalmente adaptado ao basquete brasileiro e ao país, ainda carrega muito sotaque.

Antes de atuar pelo Rubro-Negro, ele jogou cinco temporadas pelo Limeira. No currículo, também passou por Toros de Aragua (Venezuela), Tabaré (Uruguai) e Lanús (Argentina), onde começou profissionalmente. O dominicano jogou basquete universitário pelos Panthers, time da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Ele também defendeu a seleção da República Dominicana na carreira.

- Estou há oito anos aqui no Brasil. É uma coisa especial para mim jogar fora do meu país. Eu nasci na República Dominicana, fui embora com nove anos, fui para Nova York, depois fui fazer faculdade em outra cidade. E aí fui embora do país. Você conhece muitas culturas diferentes. Vim para o Brasil e gostei. A cultura abraça você, as pessoas me receberam muito. É tão bom para mim que fiz minha esposa ter meu filho aqui - contou.

- Seria a coisa perfeita para mim. Mas se ele não quiser, tudo bem. Eu hoje chego do treino e tenho que treinar de novo com ele. Ele tem habilidade, mas vamos deixar ele. Vamos ver se vai amar o basquete assim quando crescer e aí vai determinar o que ele quer - falou.

Ramon afirma gostar muito de vestir a camisa do Flamengo. Ele conta que em 2016 estava de malas prontas para a Venezuela, quando recebeu a oferta rubro-negra. Não hesitou em aceitar.

- Representa muito. Todo mundo quer jogar pelo melhor time, ainda mais em um time com uma torcida como a do Flamengo. Para mim foi um orgulho estar aqui. Quando fui chamado, meu agente me ligou, estava com tudo pronto para ir para a Venezuela. Decidi ficar. Foi uma coisa muito especial para mim - concluiu.

Em 2017, o Carioca não foi disputado, e o caneco do NBB acabou ficando com o Bauru. O estrangeiro "meio brasuca" quer viver novamente essa emoção.


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