Análise: Como o Flamengo venceu o Nova Iguaçu

GLOBO ESPORTE: O Flamengo já entrou no Mané Garrincha com a classificação para as semifinais da Taça Guanabara garantida. O jogo diante do Nova Iguaçu se tornou então um laboratório para Paulo César Carpegiani aplicar variações - de peças e táticas -, contando com boa parte de seu grupo considerado principal.

O Rubro-Negro, de fato, não conseguiu manter o ritmo por 90 minutos. Entre bons e maus momentos, a equipe presenteou os mais de 16 mil torcedores no Mané Garrincha no fim do jogo, com uma bomba do zagueiro Rhodolfo que garantiu o 1 a 0 - a quarta vitória no Carioca.

Linhas definidas: Flamengo joga no 4-1-4-1 no 1º tempo - Foto: Amanda Kestelman

O que mudou?

Brasília foi palco para mudanças que vão além de peças. Carpegiani escalou um time que abriu mão do esquema que parecia estar enraizado no Flamengo há pelo menos dois anos. Em vez do 4-3-3 clássico, com dois volantes, um meia de armação, os pontas e o centroavante, o Rubro-Negro jogou em 4-1-4-1.

Explicando:

No 1º tempo, o desenho era claro: Rhodolfo e Juan formavam a linha de quatro ao lado dos laterais, Pará e Renê, que mais ajudavam a marcação do que apoiavam.

Cuéllar era o único volante de ofício em campo e pouco passou da intermediária. Ajudando na proteção, jogou sempre na frente da zaga e tentando dar qualidade na saída de bola.

Na frente do colombiano, a linha de quatro era formada por Everton Ribeiro, Diego, Lucas Paquetá e Everton. Todos mudando de posição ao longo do jogo. Na frente, Lincoln foi a referência.

Funcionou?

O Flamengo teve mais volume de jogo. A bola chegou com mais facilidade na frente. Éverton Ribeiro foi o destaque do 1º tempo, aparecendo bem sobretudo pela direita. O camisa 7 teve mais liberdade.

Lucas Paquetá também se adaptou bem na função nos primeiros 45 minutos. Jogando com a camisa 8, o jovem quase sempre atuou vindo mais de trás, voltando com intensidade para ajudar a defesa.

Mas... Faltou entrosamento!

É bem verdade que faltou entrosamento tanto do time - Juan, Everton e Diego faziam a estreia na temporada - quanto com o esquema proposto.

Falta de referência e queda no 2º tempo

No segundo tempo, Carpegiani centralizou Diego - Foto: Amanda Kestelman

Para os 45 minutos finais, Vinicius Junior entrou no lugar de Lincoln. Com isso, o Rubro-Negro perdeu um homem de referência. Diego então assumiu o posto de ''falso 9'' por alguns minutos, mas não surtiu efeito.

O time já não mantinha o mesmo volume e tampouco pressionava como antes. Carpegiani então colocou Marlos no lugar de Diego. Com isso, Paquetá ficou como o homem centralizado na ataque, mas a dificuldade na movimentação combinada ficou clara.

A bomba final

Se não deu no jogo coletivo, coube a um elemento inesperado decidir o jogo. Rhodolfo, no alto de seus 1,94m, marcou o primeiro gol com a camisa do Flamengo. E não foi de cabeça. Numa pancada de fora da área deixou o goleiro Jefferson só olhando e fez a festa da torcida.


O time já não mantinha o mesmo volume e tampouco pressionava como antes. Carpegiani então colocou Marlos no lugar de Diego.


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