Análise: Entenda como o Flamengo sobrou contra o Botafogo

O que chamou a atenção no time de Carpegiani foi a participação de todos jogadores da linha de ataque na marcação.

GLOBO ESPORTE: O desejo de Carpegiani de ver seu time com apenas um marcador fixo e todos jogadores do meio adiante marcando agora tem um modelo. Não por atuação brilhante, pois houve erros técnicos – como, por exemplo, o de Pará em harmoniosa troca de passes do ataque ou de Diego ao cruzar mal em outro lance.

Mas o Fla que venceu a semifinal contra o Botafogo por 3 a 1 - gols de Everton, do estreante Henrique Dourado e de Vinicius Júnior; Kieza descontou - funcionou com toques rápidos, movimentação e também muita marcação. A final será no próximo domingo contra o Boavista.

Diego em Flamengo x Botafogo - Foto: Gilvan de Souza
Envolvente no ataque, o Fla poderia até prescindir das ameaças no jogo aéreo, que terminou sendo a fonte das principais chances e do gol de Everton – que aproveitou as atenções redobradas em cima do estreante Henrique Dourado para fuzilar Jefferson de cabeça no fim do primeiro tempo.

O que chamou a atenção no time de Carpegiani foi a participação de todos jogadores da linha de ataque na marcação. Éverton Ribeiro marcou pelo lado direito e subiu para puxar contra-ataque. Diego deu carrinho. Henrique Dourado ajudou. O time rubro-negro deu suporte ao sistema de jogo escolhido por Carpegiani.

A presença de Dourado

Foram quatro finalizações até fazer o gol, o primeiro, logo na estreia. Contratado ao Fluminense, Henrique Dourado fez de pé direito, depois de outra boa jogada do setor de ataque, com troca de passes que começou no outro lado de ataque. A “ceifada” levou a galera rubro-negra ao delírio.

Antes, em três cabeçadas, Dourado tentou deixar sua marca – na primeira, em bom cruzamento de Diego, colocou para fora com Jefferson praticamente batido. Mostrando boa forma, o atacante saiu pouco da área, mas ajudou no combate. Recebeu três faltas na primeira etapa também.

Olé com 15 min do segundo tempo

O domínio do Flamengo no primeiro tempo foi tanto que foram oito finalizações contra zero – nenhuma – dos alvinegros. O time adversário parecia atordoado com a pressão rubro-negra. A torcida do Flamengo, maioria, provocava aos gritos de “eliminado”, lembrando a eliminação para a Aparecidense (GO) no meio de semana da Copa do Brasil.

Com vantagem do empate, o Flamengo diminuiu o ritmo depois do segundo gol. E os rubro-negros tiraram onda, gritando “olé” aos 15 minutos do segundo tempo. Diego ainda teve chance pelo alto, em bom cruzamento de Pará.

Susto e golaço no fim

Com presença pequena no campo ofensivo do Flamengo, o Botafogo aproveitou um dos pontos falhos que Carpegiani vai precisar cuidar. No primeiro tempo, Valencia já havia tentado enfiada de bola rasteira por trás de Réver e Juan. E foi assim que Kieza aproveitou para diminuir na parte final do jogo.

Com chuva e resistindo a alguma pressão no fim, o Flamengo conseguiu esfriar o jogo, segurar o resultado e ainda fazer um golaço - em linda finalização de Vinicius Júnior de fora da área - para chegar à final de mais uma Taça Guanabara. Na comemoração, a promessa rubro-negra fez gesto de choro e gerou pequena confusão no campo.


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