Até Túlio Maravilha reprova drama do Botafogo por Vinicius Júnior

LANCE: Comemorações polêmicas voltaram a ser destaque dentro dos campos e na mídia nas últimas semanas. Após o episódio do "chororô" de Vinícius Junior na semifinal da Taça Guanabara contra o Botafogo, Bahia e Vitória protagonizaram um clássico sangrento no último domingo. Depois de marcar um dos gols da partida, o atacante Vinícius comemorou fazendo o "créu" em frente a torcida do Vitória, no Barradão, ato que deu início a uma briga generalizada entre jogadores das duas equipes. O clássico, que começou com a promessa de paz, chegou ao fim 11 minutos antes do tempo regulamentar e com sete jogadores expulsos.

Apesar do momento de rivalidade à flor da pele, não é difícil recordar comemorações que empolgavam a torcida nas arquibancadas, como Bebeto com o tradicional "embala neném", criado para homenagear o filho Mattheus, e Pelé, com o soco no ar, que jamais ofendeu ou machucou um rival. Também cabe destaque às histórias mais "recentes", casos da comemoração de Túlio Maravilha comendo grama ao marcar um gol pelo Glorioso, na final do Brasileirão de 1995, contra o Santos, e Romário pedindo silêncio aos torcedores que criticavam seu desempenho quando balançava as redes pelo Vasco.

Foto: Divulgação
Em entrevista ao LANCE!, Túlio Maravilha e Romário, ídolos do futebol pela irreverência em campo e também pelos gestos festivos no ato do gol, mandam um recado para os atletas que buscam se firmar no esporte: a comemoração é válida desde que o respeito seja mantido entre as equipes.

- Qualquer um pode comemorar seu gol desde que não provoque a torcida a ponto de gerar briga e confusão. O jogador que marca, deve comemorar e o futebol brasileiro é assim, é catimbado. As pessoas gostam de zoar e isso deve ser levado na esportiva, mas é vista de outra forma dependendo da rivalidade dos times que estão em campo. A forma de se comemorar vai pela emoção do momento. Gestos obscenos geram revolta em campo e na torcida mesmo, então devem ser evitados principalmente porque geram punição seguindo a regra da CBF - disse o Baixinho.

Destaque no Botafogo e autor do gol que deu o título do Campeonato Brasileiro de 1995 à equipe, Túlio Maravilha afirma que o caminho para evitar confusões é abusar da criatividade na hora de festejar.

- Estou triste e indignado porque qualquer comemoração que o jogador faz hoje, o torcedor e às vezes até os próprios atletas adversários levam para o outro lado. Tem uma frase típica da minha carreira que diz: "O perdedor justifica e o ganhador comemora". Então, quando se ganha ou faz um gol, tem que comemorar e extravasar mesmo. Claro que isso deve ser feito com respeito, sem gestos obscenos para a torcida ou membros do clube. O futebol já está chato e sem graça e o torcedor quer ver gols. As comemorações dependem de cada jogador. No meu caso, eu fazia gols e dava nome a eles, homenageava papai, mamãe, coelhinho da Páscoa, dia de feriado... Tem que usar a criatividade. Hoje, com a internet, tem várias maneiras de você se inspirar para comemorar um gol.

O ex-atacante também destaca que a rivalidade em campo deve ser saudável e não sinônimo de violência, alegando que provocações precisam ser vistas apenas como combustível para não faltar dedicação dos times em campo.

- O pessoal está muito rígido e essa rivalidade acaba passando para os torcedores. É aquela frase também "apelou? Não brinca". Tem que saber ganhar e perder. E na hora que perde, você tem que aturar a zoação e chacotas, usando isso como combustível, porque no próximo confronto será a hora de dar o troco, aí a coisa volta a ficar legal e engraçada como nos bons tempos - finalizou o ex-atacante.

Cabe ressaltar que, de acordo com a Regra 12 da CBF, a punição acontece caso o atleta suba equipamentos de proteção ou lugares onde estão espectadores e em comemorações vistas como "provocativas, debochadas ou inflamatórias". Também está prevista advertência para quem cobrir o rosto com máscara ou artigo semelhante, e para o jogador que tirar a camisa ou cobrir o rosto com ela.

O clássico, que começou com a promessa de paz, chegou ao fim 11 minutos antes do tempo regulamentar e com sete jogadores expulsos.



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