Como Carpegiani poderia usar Guerrero e Dourado no Flamengo

Atento ao futebol como é, o técnico do Flamengo sabe também que a seleção do Peru já teve um ataque com dois camisas 9.

DRIBLE DE CORPO: Há quem defenda a escalação, quando possível, de Paolo Guerrero e Henrique Dourado juntos no ataque do Flamengo. Algo parecido com o que Mário Jorge Lobo Zagallo fez com Ronaldo e Romário antes da Copa de 1998; Carlos Alberto Parreira tentou com Ronaldo e Adriano no Mundial de 2006; e a seleção do Peru com Paolo Guerrero e Claudio Pizarro. A biografia do técnico Paulo César Carpegiani não tem muitos casos de pares de centroavantes, ou seja, dois camisas 9 no comando do ataque, mas encotrei uma que pode inspirá-lo quando Guerrero e Dourado estiverem disponíveis.

Você lembra daquele ataque do Atlético Paranaense formado por Alex Mineiro e Kléber Pereira? A dupla levou o Furacão ao inédito título brasileiro, em 23 de dezembro de 2001, sob o comando de Geninho, mas o par de noves começou a ser formado — e entrosado — bem antes, no início da temporada, sabe com quem??? Paulo César Carpegiani.

Quando Alex Mineiro chegou ao Atlético-PR em 2001 vindo do Cruzeiro, Kléber Pereira já fazia parte do elenco do Atlético-PR desde 1999. Em Curitiba, ambos encontraram Paulo César Carpegiani. O técnico havia ficado um bom tempo parado após ter pedido demissão do Flamengo em 2000. A temporada começou com Kelly e Kleber Pereira na frente contra o Atlético-MG, pela Copa Sul-Minas. Além de Kelly, o treinador testou Selmir e Adriano Gabiru como parceiros de Kleber. A melhor alternativa encontrada por Carpegiani foi usar dois centroavantes.

Guerrero e Henrique Dourado, atacantes do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
A dupla formada por Alex Mineiro e Kleber Pereira começou um jogo pela primeira vez em 14 de fevereiro de 2001 na goleada por 3 x 0 sobre o Caxias-RS, pela Copa Sul-Minas. Kleber Pereira balançou a rede duas vezes. A dupla não funcionou na derrota por 2 x 0 para o Treze-PB pela Copa do Brasil e deixou o técnico na corda bamba. Em 18 de março de 2001, Paulo César Carpegiani foi demitido após golear o Rio Branco, por 5 x 0. Kleber Pereira marcou duas vezes. Alex Mineiro fez um.

Paulo César Carpegiani foi substituído por Flávio Lopes, mas deixou como legado um ataque montado para fazer sucesso. Com Alex Mineiro e Kléber Pereira, o Furacão conquistou o título do Campeonato Paranaense e chegou às quartas de final da Copa do Brasil no primeiro semestre. Mário Sérgio também passou pelo cargo antes de Geninho assumir a prancheta.

Sob o comando do novo técnico, Alex Mineiro e Kleber Pereira arrebentaram no Campeonato Brasileiro de 2001. Cada um fez 17 gols na campanha em que o Atlético-PR derrotou o São Caetano na final. Romário (Vasco) fez 21 e Washington “Coração Valente” (Ponte Preta) 18. Na temporada inteira, Kleber Pereira fez 50 gols e Alex Mineiro contribuiu com 27.

É raro, mas Paulo César Carpegiani já montou ataque com dois centroavantes. Portanto, não descartem um dueto entre Paolo Guerrero e Henrique Dourado. Atento ao futebol como é, o técnico do Flamengo sabe também que a seleção do Peru já teve um ataque com dois camisas 9. Lembram de Paolo Guerrero e Claudio Pizarro? Ambos formaram dupla de ataque até do Bayern de Munique, da Alemanha, em 19 de março de 2006, na 26ª rodada do Campeonato Alemão. O time bávaro goleou o Schalke 04 por 3 x 0 na Bundesliga.

Antecedentes de dois centroavantes existem na biografia de Paulo César Carpegiani. Resta saber se ele está com paciência (ou não) para testar a fórmula que deu certo no Atlético-PR de 2001 no Flamengo de 2018. Tempo, tempo, tempo…


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