Críticas ao "chororô" de Vinicius Jr revoltam Juca: "Hipócritas"

Aí sim uma certa mídia, que sempre tratou os doutores como tais, ficará encantada com vocês. Em bom português: conheçam seus lugares.

JUCA KFOURI: Vinícius Júnior fez um golaço e comemorou lembrando o chororô do Botafogo.

O mundo quase despencou sobre a cabeça dele.

Porque, menino que é, brincou.

Não fez gesto agressivo, obsceno, de desprezo, nada.

Levou as mãos aos olhos e fez que chorava.

Poderia ser de emoção, mas não, de fato não foi, foi apenas de gozação.

Mas a gozação está proibida nos gramados pelo politicamente correto.

Vale cartão amarelo.

Vinicius Jr, do Flamengo, fazendo gesto do "chororô" para o Botafogo - Foto: André Mourão
Fazer sinal de silêncio para a torcida adversária, ainda mais diante da estupidez da torcida única, também não pode.

Dar olé, nem pensar!

Distribuir chapéus, canetas, com o jogo ganho?

Provocação barata, desrespeito, molecagem!

Mesmo que, amanhã, a vítima possa ser o brincalhão de ontem.

Porque futebol é coisa séria.

Tão séria que está chato, como disse Neymar.

Senhores jogadores de futebol, por favor, comportem-se.

E sejam comedidos até ao abraçar seus companheiros.

Guardem o decoro, a liturgia, e não se esqueçam de chamar Ricardo Teixeira de doutor, assim como o doutor Marin e o doutor Marco Polo.

Sejam cínicos e hipócritas.

Aí sim uma certa mídia, que sempre tratou os doutores como tais, ficará encantada com vocês.

Em bom português: conheçam seus lugares.


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