Flamengo: Um time A pior que o time B

ESPN FC: Por João Luis Jr.

Era com certeza um planejamento bem lógico e sensato. Como a temporada terminou tarde no ano passado, o Flamengo começou o Campeonato Carioca com um time formado por jogadores da base e atletas que estavam voltando de empréstimo, visando dar tempo para que os principais jogadores, a base da equipe de 2017, não apenas retornassem aos treinos mais tarde, tirando o período regulamentar de férias, como aproveitassem melhor a pré-temporada para realizar condicionamento físico e técnico.

O que vimos em campo então foi uma equipe que começou montada apenas com juniores e jogadores que estavam fora do clube, à qual foram jogo a jogo se unindo os jogadores considerados titulares, começando com um Pará aqui, um Cuellar ali, até termos os chamados medalhões como Diego e Juan já em campo na última partida, a vitória de ontem contra o Nova Iguaçu.

Foto oficial do time do Flamengo no Mané Garrincha - Foto: Gilvan de Souza
E como eu disse, essa decisão parece bem lógica e sensata, tanto por ter dado mais oportunidades para os jovens da base e para outros jogadores que Carpegiani precisava observar, como também por permitir que alguns atletas que talvez já estivessem desgastados pela temporada passada pudessem realizar seu retorno ao time da maneira mais tranquila possível.

O único lado negativo dela, na verdade, foi permitir observar que, a cada titular que voltava ao time, a cada jogador mais experiente, a cada medalhão, ia desaparecendo o time interessante que jogou contra o Volta Redonda, sumindo a meninada dedicada que pegou a Cabofriense, e reaparecendo aquela equipe sem opções criativas de 2017, aquele time viciado em chuveirinhos do ano passado, que foi a equipe que vimos contra o Vasco semana passada e um pouco contra o Nova Iguaçu nesse domingo.

Claro que o trabalho está no começo e claro que existem várias razões que justificam a diferença de rendimento entre a formação com Klebinho, Ronaldo e Pepê e aquela com Pará, Cuellar e Diego, mas não deixa de ser preocupante que, com uma Libertadores que promete ser duríssima pela frente a nossa equipe B pareça bem mais animadora de assistir do que a nossa equipe A, nem que seja apenas porque a equipe A nós já vimos bastante ano passado e o final não foi tão feliz.

Não estou, é claro, sugerindo que o time de garotos que deu conta das primeiras partidas do estadual esteja pronto para enfrentar um River Plate, um Emelec da vida - ainda que talvez no caso dos laterais você possa só lançar os moleques do sub-13 e pronto, porque nossos titulares, meu deus do céu - mas a discrepância entre a qualidade e movimentação dos dois times deixa claro que o time A do Flamengo ainda tem muito o que melhorar para atingir o nível que uma Libertadores exige ou mesmo pra apenas deixar de parecer uma reprise do Flamengo frustrante que vimos em 2017.

Não estou, é claro, sugerindo que o time de garotos que deu conta das primeiras partidas do estadual esteja pronto para enfrentar um River Plate.


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