Gilmar Ferreira exalta trabalho de Carpegiani no Flamengo

GILMAR FERREIRA: O desafio maior de Paulo César Carpegiani no comando técnico do Flamengo não é vencer o Boavista neste domingo, em Cariacica, e conquistar a Taça Guanabara _ primeiro turno do Estadual.

Isso não parece difícil.

A missão maior é fazer o jogo produzido pelo time crescer em volume e regularidade, tendo na linha intermediária quatro jogadores de características ofensivas.

CARPEGIANI repete o método dos antigos treinadores que iniciavam a montagem do time a partir da escalação dos onze melhores jogadores.

Bem óbvio, né?

Mas vai contra o regime atual, onde primeiro se define o sistema tático para depois se escolher os jogadores.

Carpegiani, técnico do Flamengo, gritando - Foto: Gilvan de Souza
Com tanto talento no meio, o técnico do Flamengo achou no 4-1-4-1 conforto e segurança.

CUELLAR é o encarregado da proteção à linha defensiva, e Everton, Éverton Ribeiro, Diego e Lucas Paquetá se alinham na missão do controle da posse de bola.

Jogadores técnicos, com boa leitura de jogo e capazes de gerar volume ofensivo sem abrir espaços para a transição adversária.

Na teoria, um sonho.

Na prática, uma incógnita a ser respondida em treinos e jogos.

O TIME fez sete jogos no ano, mas só dois com a formação próxima do desenho final _ nas vitórias sobre Nova Iguaçu e Botafogo.

E neste último já com Henrique Dourado no meio do ataque, aumentando o foco ofensivo.

Estas partidas dos Estaduais não oferecem os parâmetros confiáveis, mas são estágios do ciclo evolutivo.

E a final em Cariacica é bom teste.

O GRANDE "porém" está na fartura de opções que o elenco oferece.

E é curioso isso...

O que deveria ser um facilitador, por vezes, se torna um tormento no trabalho do treinador que sabe o quão importante é repetir a formação independentemente dos resultados.

Mas é difícil dar regularidade ao time sem as vitórias e com ótimos jogadores no banco de reservas.

CARPEGIANI precisará de habilidade no trato interpessoal e apoio da torcida para driblar armadilhas internas em ano de eleição no clube.

Porque se hoje, num time aparentemente ajeitado, já se cobra uma vaga para as pratas da casa recém promovidas, o que pensarão jogadores como Arão, Rômulo e Geuvânio, relegados à segunda opção?

Menos mal que o comando esteja entregue a alguém que conhece o clube, sua história e sua gente...

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