Goleada insignificante

ESPN FC: Por João Luis Jr

O primeiro passo é não fingir que não doeu. Claro que dói perder, claro que dói mais ainda perder em clássico, claro que essa dor é potencializada quando você perde de goleada, claro que só se torna pior quando você perde, em clássico, de goleada, contra um rival tão horrível que o atacante responsável por dois gols deles é capaz de tropeçar na bola, cair sozinho, quase se machucar. Não tem como isso não ter doído, não tem como isso não ferir o ego do flamenguista, não tem como você não ter se revoltado no bar assistindo a essa palhaçada.

Mas essa é uma partida que precisa ser analisada por dois ângulos. Primeiro é preciso lembrar que, por mais que a derrota tenha sido ridícula, por mais que machuque perder um Fla-Flu, esse era um jogo que não valia nada, disputado por uma equipe reserva e desentrosada, num campeonato cuja importância é mais ou menos a mesma de uma pelada de solteiros contra casados do seu escritório, se a galera do seu trabalho for bem pouco competitiva. Diante desse cenário ainda que caibam algumas críticas a Carpegiani - três volantes era mesmo a melhor opção? - não faz sentido perder a confiança nos jogadores da base, que vieram bem em partidas anteriores, ou mesmo tirar conclusões sobre a temporada, já que ela na verdade nem começou ainda.

Vinicius Júnior, do Flamengo, reclamando - Foto: Gilvan de Souza
Mas por mais que uma partida como essa não sirva como base para avaliar o aspecto coletivo da equipe ou mesmo o desempenho individual dos jovens recém-promovidos, ela pode sim dizer alguma coisa sobre os jogadores mais experientes que completaram a equipe nesse clássico, já que nenhum deles tem o atenuante de nunca ter jogado um clássico ou ser legalmente impossibilitado de dirigir.

Primeiro temos Rômulo, o volante que chegou como solução, rapidamente virou opção, daí a um tempo era menos que reserva e começou 2018 com o status de “aquele menino do Vasco ainda tá no Flamengo? O que veio da Rússia, lembra?”. Com uma falha bizarra no primeiro gol que apenas reforça a péssima impressão deixada nas partidas iniciais desse ano e em todo o ano passado, o jogador deixa claro que talvez o que ele precisa seja menos uma pré-temporada, como muitos acreditavam, e mais uma recolocação profissional, uma faculdade, um curso no exterior, um Pronatec, um teste vocacional, quem sabe.

Ao mesmo tempo temos Trauco, um lateral que sabe sim armar uma jogada, cruzar uma bola, mas que deixa cada vez mais clara sua incapacidade na marcação e ocupação de espaços, além de Geuvânio, o primeiro caso de produto importado da China que todos teriam ficado mais felizes se tivesse sido retido em Curitiba, mostrando que talvez alguns jogadores não sejam realmente opções viáveis no decorrer da temporada, ao menos não sem alguns treinamento específicos para superar deficiências técnicas.

Ainda assim, por mais que essas observações sejam úteis e válidas, a verdade é que nada disso realmente importa. Após uma longa pré-temporada chamada estadual, é na próxima quarta-feira, num Engenhão vazio, que o ano de 2018 realmente começa para o Flamengo, dessa vez por uma competição realmente relevante, contra um time realmente qualificado, valendo pontos que realmente vão fazer a diferença. Cabe aos titulares rubro-negros deixarem bem claro que a goleada sofrida nesse sábado foi apenas uma nota de rodapé e uma irritação passageira numa temporada que precisa oferecer bem mais do que jogos vazios num campeonato sem graça.


Após uma longa pré-temporada chamada estadual, é na próxima quarta, num Engenhão vazio, que o ano de 2018 começa para o Flamengo



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