Henrique Dourado, o maior erro de Alexandre Mattos no Palmeiras

COSME RIMOLI: Com dezenas de milhões à disposição, vindos tanto da nova arena como da bilionária Crefisa, Alexandre Mattos vem reformulando o elenco do Palmeiras há três anos. Desde que chegou, em 2015. Foram 57 jogadores contratados. 19 por temporada.

Na mesma proporção, foram os dispensados.

Entre os que saíram, Gabriel é considerado o segundo grande erro do executivo. Ele abriu mão do jogador por não aceitar comprar os 100% dos seus direitos, que pertenciam ao Monte Azul. O volante foi para o Corinthians e se firmou como peça fundamental na equipe heptacampeã brasileira.

Só que o maior equívoco de Mattos se chama Henrique Dourado.

Felipe Melo e Henrique Dourado - Foto: Alexandre Schneider/Getty Images
O artilheiro do Brasileiro de 2018, que está em todas as manchetes de portais e jornais do Brasil, por ter acertado sua transferência para o Flamengo, foi dispensado do Palmeiras, depois de ter sido peça fundamental para evitar o rebaixamento em 2014. Ele atuava em uma equipe fraquíssima.

No time, 16º colocado no campeonato nacional, que escapou por um triz da Segunda Divisão, Dourado conseguiu ser o vice artilheiro do país. Marcou 16 gols, ficando abaixo apenas de Fred, com 18.

Edson Ermenegildo, presidente do Mirassol desde 1994, comprou o jogador em 2012. Só para fazer dinheiro. O atacante nunca atuou na pequena equipe do interior paulista.

Henrique Dourado queria ficar no Palmeiras. O então presidente Paulo Nobre também desejava a sua permanência. Mas Alexandre Mattos desejava uma reformulação completa no elenco. Queria se livrar da aura negativa que quase levou o time para a Segunda Divisão pela terceira vez.

Mattos tentou negociar com Ermenegildo. Só que o dirigente do Mirassol foi claro. Exigia R$ 6 milhões por 50% do jogador. O Palmeiras tinha a preferência na contratação do atacante.

Ele havia sido contratado para substituir Alan Kardec, que teve excelente passagem pelo Palestra Itália. Em 38 partidas, Henrique Dourado marcou 18 gols. Se tornou ídolo da torcida. Agradou Nobre e os conselheiros.

Mas Mattos já tinha articulado negociações com três atacantes diferentes. Rafael Marques e Leandro Pereira e Alecsandro. O executivo convenceu Nobre a abrir mão do vice artilheiro do Brasileiro de 2014. E apostar no trio.

Henrique Dourado ficou muito magoado com a postura da direção do Palmeiras. Ele sabia que uma nova era, de grandes investimentos chegaria. Não pela Crefisa. Mas pelas arrecadações da nova arena, que os atletas tinham certeza de que passaria a estar lotada, a partir de 2015.

No Cruzeiro não teve chances, em seis meses, marcou um gol. O que confirmaria a tese de Mattos. Só que a reviravolta veio no Vitória de Guimarães, onde virou ídolo no mediano clube português. Voltou ao Fluminense. Se tornou ídolo.

E agora sai, celebrado como o maior artilheiro do Brasileiro de 2017, ao lado do campeão Jô. Mesmo jogando em um Fluminense frágil, inconstante, conseguiu enorme destaque.

Só com Borja e Deyverson, Alexandre Mattos gastou R$ 53 milhões.

Em 2017, Henrique Dourado marcou 32 gols.

O colombiando de R$ 35 milhões fez 11 gols. E Deyverson, R$ 18 milhões, sete. Juntos, chegaram a 18 gols.

Borja recebe 85 mil dólares, cerca de R$ 269 mil mensais. Deyverson, R$ 250 mil. Custam R$ 519 mil a cada 30 dias.

Dourado recebia R$ 350 mil no Fluminense.

"Eu queria muito ter ficado no Palmeiras. Eu já tinha uma identificação com a torcida e com os funcionários, mas infelizmente não era eu podia (decidir)… eu pertencia ao Mirassol e acho que eles não entraram em acordo para a compra dos meus direitos econômicos e eu acabei seguindo minha vida", diz o artilheiro, agora do Flamengo.

Alexandre Mattos sabe que o artilheiro dispensado é o seu maior erro no Palmeiras. Por isso, nem gosta de ouvir o nome de Dourado. Sabe que foi precipitado.

Desde que o executivo palmeirense foi contratado, diversos atacantes passaram pelo clube.

Rafael Marques, Leandro Pereira, Alecsandro, Kelvin, Erik, Lucas Barrios, Roger Guedes. Ficaram Dudu, Keno, Willian, Deyverson e Borja.

Nenhum deles chegou perto do artilheiro dispensado.

Até o fenômeno Gabriel Jesus teve de se esforçar.

Em 2015, marcou sete gols.

E precisou de todo 2016 para fazer 21 gols.

Henrique Dourado fez 18 em oito meses.

Não jogou o fraco Paulista pelo clube.

Ele se tornou o maior desperdício, desde que Mattos foi contratado.

"O maior executivo do futebol do país", de acordo com Paulo Nobre, Mauricio Galiotte e Leila Pereira, errou.

E assiste a festa do Flamengo pelo artilheiro que não quis.

É a sua maior contratação para a Libertadores...

Desde que o executivo palmeirense foi contratado, diversos atacantes passaram pelo clube.


Postar um comentário

[facebook]

FlamengoResenha

{facebook#https://www.facebook.com/FlamengoSouRubroNegro} {twitter#https://twitter.com/FlamengoResenha} {google-plus#https://plus.google.com/u/0/107993712547525207446} {youtube#https://www.youtube.com/channel/UCiHkjDj2ljgIbiv_zUvdG6g/videos}

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Tecnologia do Blogger.
Javascript DisablePlease Enable Javascript To See All Widget