Jean destaca apoio dos profissionais aos jovens do Flamengo

GLOBO ESPORTE: A transição da categoria base para o profissional nem sempre sai conforme o planejado. Após mais de uma década sem revelar um atacante que ganhasse espaço entre os titulares, o carinho da torcida e rendesse frutos esportivos ou financeiros, o Flamengo passou por uma virada nas últimas temporadas. A negociação milionária de Vinícius Júnior (que, com três gols, é artilheiro do Fla no Carioca), os gols e receita gerados por Felipe Vizeu, além do assédio do mercado da bola sobre Lincoln, mostram que o rubro-negro finalmente encontrou um caminho para revelar talentos do meio para frente. Mas o sucesso na ida para o time de cima não é só questão de talento: cabe aos veteranos fazerem com que os garotos se sintam em casa.

- Paquetá e Vinícius Jr escancaram portas dos profissionais para a base do Fla.

Foto: Alexandre Cassiano
O depoimento é de quem sentiu na pele o que é encarar desde cedo a pressão de vestir o manto. Último artilheiro vindo da base do Flamengo em uma temporada, Jean está na outra ponta da carreira. Hoje aos 35 anos, o autor dos três gols do título sobre o Vasco no Carioca de 2004 foi o principal goleador do Fla naquele ano, embora não fosse centroavante nem se caracterizasse como grande finalizador. Foram 15 gols no ano, com um título estadual, um vice da Copa do Brasil e uma fuga do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

O êxito com a camisa rubro-negra rendeu posteriormente oportunidades em outros grandes clubes do futebol brasileiro, como Cruzeiro, Corinthians, Vasco, Santos e Fluminense. E isso só foi possível graças ao suporte dado pelos veteranos daquele time, papel que Jean acredita ser essencial das lideranças do elenco com a safra atual.

– Eu acho que o mais importante é que os jogadores experientes passem tranquilidade aos jovens. Quando eu surgi no Flamengo, tinha o Gamarra, o Pet, o Júlio César... e eles me passaram muita tranquilidade, me deram muita confiança, porque os tinha como ídolos e tive a oportunidade de estar ao lado deles na época. Os jogadores mais experientes têm que passar essa confiança, porque, às vezes, o jogador tem talento, mas fica inseguro. Agora, eu procuro fazer esse papel, ajudar os jogadores que surgirem e fazer bons campeonatos – disse o atacante.

Recém-contratado pelo Uberlândia, time que disputa a elite do Campeonato Mineiro e é o adversário do Coritiba na segunda fase da Copa do Brasil, Jean agora joga como meia e diz aproveitar a vivência no mundo da bola para ser essa ponte dos jovens com o futebol profissional. No Uberlândia, pretende fazer o mesmo.

– O que eu puder ajudar (os meninos do UEC) e contar um pouco da minha história no futebol, o que eu passei, vou procurar fazer, principalmente dentro e fora de campo – finalizou.

O sucesso na ida para o time de cima não é só questão de talento: cabe aos veteranos fazerem com que os garotos se sintam em casa.

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