Melhorar a arbitragem: ou você quer ou não

EUGÊNIO LEAL: É uma simples questão de credibilidade o investimento no árbitro de vídeo. Claro, o sistema não  resolve todos os problemas, isso é impossível, mas ajuda muito. E usá-lo demonstra interesse em acabar com as dúvidas que arbitragens ruins deixam. Erros grotescos são abundantes no futebol. E muitos deles não são devidamente punidos pelas entidades que administram os árbitros. Deixam a impressão de serem propositais.

Não trabalhar para melhorar o nível das arbitragens, para minimizar os erros, sugere interesse em manipular os árbitros, mesmo que indiretamente. Ou seja, o árbitro de vídeo tiraria poder dos dirigentes. E isso é muito duro para quem se aproveita do futebol. Quem quer a evolução do esporte deve lutar a todo custo para conferir-lhe credibilidade.

Foto: Getty Images
Dinheiro não pode ser o problema: uma entidade que pagará R$70 milhões em prêmios a campeão e vice da Copa do Brasil não pode estar endividada. Ela simplesmente não quer investir. A CBF não tem interesse em implantar o sistema VAR.

Imagino que alguns clubes tenham votado contra porque acham que não têm de pagar por isso, entendo. Mas ele deviam exigir isso da CBF. Afinal, têm poder de voto. Faz parte do jogo político o questionamento, a pressão. Caso a CBF provasse que não tem como arcar com as despesas os clubes deveriam assumir a conta. O que é um milhão de reais para estes clubes que jogam fora muito mais do que isso a cada janela de transferências?

Dirigentes de clubes usam erros de arbitragem como desculpa para derrotas. Transferem responsabilidades. Emitem notas dizendo que vão entrar com representação na Comissão de Arbitragem. Piada. Eles adoram ter motivo para tirar das próprias costas o peso das derrotas.

O argumento de que a CBF não ganha nada com o Campeonato Brasileiro é ainda mais preocupante. Se não quer organizar a competição, que deixe os clubes organizarem uma liga, ora! Porque ficar com algo que não lhe interessa? Poder. Eles se alimentam disso. O poder deve ser usado para o bem do futebol, não para interesses pessoais.

Dá impressão de que a entidade que organiza o futebol brasileiro quer priorizar a Copa do Brasil porque ali entra grana pra ela. Assim a gente começa a entender um pouco das opções dos clubes nos últimos anos. O campeonato nacional, “Liga” nos países desenvolvidos, é a competição mais importante do calendário. Se sofre boicote da própria instituição que a organiza não vai a lugar algum. Pobre futebol brasileiro.

O poder deve ser usado para o bem do futebol, não para interesses pessoais.


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