Taça Guanabara, o amor de Carnaval do Flamengo

ESPN FC: Por Marcos Almeida

A cena mais importante do domingo se deu ao apito final da Taça Guanabara, em Cariacica. Vitória do Flamengo, sem euforia. Sem ninguém pular, correr, gargalhar. Sem o grito de “é campeão”. Vencemos, como tínhamos de vencer, e acabou. Um bom sinal no caminho da mudança de postura pela qual o clube necessita passar. Não dá mais pra cantar “Melhor do Rio” e ser saco de pancada na Libertadores. Justamente para isso que serve esse primeiro turno do Estadual: para ajudar na preparação para campeonatos maiores. Ganhar sempre faz bem e o domingo rubro-negro certamente teria sido pior em caso de fracasso, mas para por aí. Encaremos a Taça Guanabara como o famoso amor de Carnaval. Bom, saboroso, mas com data de validade.

Amor de Caraval não se esquece rapidamente. Martelam lembranças, lições. Poderia ter subido a serra sem o exagero na bebida, ou quem sabe se um dos dois tivesse anotado o contato do outro. Não precisa nem anotar, a Taça Guanabara deixou na ponta do lápis de cada um que o Flamengo está carente de futebol nas laterais. É isso. Falta futebol a Pará e, principalmente, Renê.

Réver beijando o troféu de campeão da Taça Guanabara pelo Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Do meio pra frente, a coisa funcionou melhor contra o Botafogo do que contra o Boavista, é verdade, mas o bloco do segundo tempo nos leva a seguir acreditando que teremos um meio-campo mais criativo do que no ano passado (e quem sabe no retrasado!). O 4-1-4-1 de Carpegiani faz com que possamos ter alguma espécie de jogo que não recorra à correria cega, nas pontas, e ao chuveirinho sem a referência na área.

Sempre aguerrido, Lucas Paquetá continua se destacando, apesar da partida não tão boa nesse domingo. Já Diego e Everton Ribeiro seguem em débito com a torcida, mas fizeram aquilo que esperamos deles: deixaram companheiros em plena condição de marcar. Diego prendeu, levantou a cabeça, e colocou Réver em excelente situação. Tão boa que a assistência pôde ser dada até para o adversário. Everton Ribeiro deu ainda melhor passe para Vinícius Júnior, que nem precisou tocar a bola para fazer seu terceiro gol no ano. Uma vez cada, Diego e Everton Ribeiro ainda criaram boas chances para Henrique Dourado deixar o dele. Rei Momo, ceifou a si mesmo, desperdiçando as duas oportunidades, de cabeça.

O flerte desajeitado, no primeiro tempo, terminou no beijo bom, no segundo. Beijo carnal, beijo desencanado, beijo de Carnaval. Geralmente vai, passa, deixa sorrisos leves. Mas não há regra, não há lei.

Nada impede que o romance de Carnaval suba a serra. Que o pierrot passe a atender por Eduardo, que a colombina se revele Thereza. Quem sabe o beijo na Taça Guanabara não se transforma em prova de amor por Libertadores da América.

Quem sabe o beijo na Taça Guanabara não se transforma em prova de amor por Libertadores da América.



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