Apatia e laterais nulos marcam eliminação do Flamengo

GLOBO ESPORTE: A eliminação da Taça Rio veio com um empate que teve sabor de derrota. Para o técnico Paulo César Carpegiani, um jogo em que o Fluminense atuou com o regulamento, já que tinha a vantagem do empate. Tudo, de fato, faz sentido. Mas não foi apenas isso. A atuação de seu time no Fla-Flu desta quinta deixou a desejar e expôs erros recorrentes ao longo da temporada que podem voltar a prejudicar o Rubro-Negro adiante.

Instabilidade dos laterais

Tem sido uma tônica deste Flamengo de 2018. Os laterais deixam a desejar e, nesta quinta-feira, o problema do setor ficou novamente evidente. Renê teve atuação bastante burocrática e errou até os passes mais simples no primeiro tempo. Parte da torcida ensaiou vaias. Não por acaso foi substituído no intervalo. Everton passou a exercer papel de ala, e Vinicius entrou no jogo para atuar na ponta esquerda.

Renê, lateral do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Na direita, Rodinei normalmente é mais regular do que o companheiro de equipe. Além disso, aparece mais no ataque. No entanto, teve um desempenho muito abaixo de sua própria média no Fla-Flu do Nilton Santos, com muitos erros de passe. Os outros laterais do grupo são Trauco e Pará, que também não vivem boa fase.

Falta de inspiração e dificuldade para enfrentar um time recuado

Não foi somente o regulamento ''debaixo do braço'' que fez com que o Fluminense fosse superior. O time de Abel Braga atuava atrás da linha da bola em boa parte do jogo, esperando o momento certo para atacar. E o Flamengo, com o meio espaçado, ficava muito exposto. Não por acaso, Carpegiani colocou Cuéllar em campo para tentar ajudar Jonas.

Além disso, a linha de quatro ofensiva de Carpegiani não rendeu nem perto do esperado diante de um adversário bem posicionado na defesa. Diego e Lucas Paquetá não conseguiram usar de criatividade para levar o time adiante com mais eficiência e objetividade. Também faltou inspiração para Éverton Ribeiro.

O time girava a bola, mas não era tão agressivo. Pela esquerda, Everton era o mais agudo e aparecia pela ponta. Marcou o gol de empate no fim do jogo.

- Eu acredito que quando você enfrenta uma equipe com 11 jogadores atrás da linha da bola, tem que ter uma certa paciência. Se começar a forçar muito, acaba errando. Nem que chegue menos, mas chegue com eficiência. Com posse de bola, nosso objetivo é finalizar. Nós temos que encontrar esse balanço - analisou Diego.

Saída de bola prejudicada

Ao recuperar a posse de bola, o Flamengo não conseguiu imprimir velocidade. Principalmente no primeiro tempo. Por mais que Jonas tenha conquistado a vaga com atuações contundentes e desarmes importantes, o andamento do último jogo do Rubro-Negro ficou mais lento sem Cuéllar.

Vinicius entra no segundo tempo... Time melhora

Artilheiro do Flamengo no ano, Vinicius Junior segue como reserva. Desta vez, entrou no intervalo, deu muito mais mobilidade e criou boas oportunidades. Prendeu os marcadores do Fluminense.

Essa tem sido outra tônica do Flamengo. Apesar de Carpegiani já ter sinalizado que a titularidade do garoto ser uma ''questão de tempo'', Vinicius quase sempre entra em campo em situações adversas, com o time atrás do marcador.

As opções no banco

Apesar dos elogios recentes e dos dois gols marcados no último fim de semana, diante da Portuguesa-RJ, Geuvânio foi cortado e não compôs o banco de reservas de Paulo César Carpegiani. Além de Vinicius, a outra opção ofensiva do treinador foi colocar Felipe Vizeu no lugar de Henrique Dourado.

O atacante, que está vendido para a Udinese, da Itália, e deixa o clube em julho, não era relacionado há dois jogos. Na semana passada, pediu dispensa do jogo da Libertadores, diante do Emelec, por problemas pessoais. O incidente criou mal-estar com o clube.

Dourado pouco acionado

É fato que Dourado ainda não vingou com a camisa do Flamengo. No Fla x Flu, inclusive, a torcida rubro-negro ensaiou algumas vaias para o atacante, que foi substituído aos 32 minutos da etapa final.

Em defesa do atacante, vale destacar que seu estilo de jogo é diferente do de Guerrero, por exemplo. O Ceifador está se esforçando e saindo mais da área para buscar o jogo e tabelar com os meias - especialidade do peruano. Mas também está sendo pouco acionado. O camisa 19 teve três chances no primeiro tempo, mas sumiu na parte final.

Ao recuperar a posse de bola, o Flamengo não conseguiu imprimir velocidade. Principalmente no primeiro tempo


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