Baixo público e fórmula do Campeonato Carioca preocupam Globo

RODRIGO MATTOS: Detentora dos direitos de televisão da competição, a TV Globo está preocupada com o esvaziamento do Estadual do Rio. Até agora o campeonato teve como maior público 20.862 pagantes no clássico entre Flamengo e Vasco, longe de Estaduais como Paulista e Mineiro. Na visão da emissora, há fatores como falta do Maracanã, segurança e fórmula que estão afetado a competição.

A Globo paga R$ 120 milhões pelo Estadual do Rio, um valor inferior apenas ao do Paulista. As audiências da competição se mantêm em bons patamares, não sendo essa preocupação da emissora. O problema é que o baixo público e atratividade afetam a qualidade do produto.

Foto: Gilvan de Souza
''Avaliamos constantemente os produtos e eventos cujos direitos adquirimos, jogos que transmitimos. Cabe aprofundar a análise das atuais médias de público no futebol do Rio de Janeiro, abordando todos os aspectos: estádios, segurança pública, momento econômico. Por exemplo, o povo carioca ama o Maracanã e temos tido poucos jogos, mesmo os clássicos, em tal estádio'', analisou o diretor de direitos esportivos do Grupo Globo, Fernando Manuel.

O executivo ainda destacou que há um excesso de jogos no Brasil, o que pode impactar no público das atuais fases do Estadual. Por isso, entende que o torcedor pode estar ''se poupando para os clássicos''. Defendeu promoções para aumentar a presença em outros jogos.

A questão é que nem nos clássicos o torcedor carioca tem ido. Fora esse Flamengo e Vasco, nenhum outro jogo entre grandes atingiu a marca de 20 mil. Sem clássicos, o cenário é ainda pior. Na última rodada, a média de público foi de 3.077, com uma partida com apenas 194 pagantes (Portuguesa e Cabofriense).

Ao mesmo tempo, Manuel reconheceu que a baixa presença também pode ter relação com o calendário de jogos do Brasil. 

''O futebol é feito para seu público, então vale a máxima “a voz do Povo é a voz de Deus”. Cabe termos isso sempre em mente, estarmos atentos à resposta popular e trabalhar no aprimoramento do calendário e seu produto final'', avaliou o executivo.

O Estadual do Rio tem 18 datas por determinação do calendário da CBF. Baseado nesse cronograma, a Globo assinou um contrato com previsão desse número de datas. A emissora não fala sobre condições de contrato.

Dentro da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, há a consciência de que o Estadual tem tido baixo público. Internamente, há a intenção de pensar em algumas medidas, inclusive repensar a fórmula do campeonato. Mas, na Ferj, também se leva em conta a ausência do Maracanã em várias partidas e problemas de segurança.

Atualmente, jogos da Taça Rio não tem valor esportivo quase nenhum para, por exemplo, o Flamengo que ganhou a Taça Guanabara e já se classificou às semifinais. Equipes que tenham garantido a vaga por pontuação também não precisam de vitórias no turno.

A decadência do Estadual do Rio vem se agravando ano a ano com fórmulas difíceis de compreender e desinteresse dos próprios times, que priorizam outras competições. O eterno problema do Maracanã, ainda no impasse Odebrecht/governo do Rio, e a crise financeira de três dos quatro grandes, Botafogo, Vasco e Fluminense, pioram o cenário.

Já os clubes pequenos, embora com cotas muito boas em relação ao patamar brasileiro, estão longe de exibir a força de outras praças onde fazem frente aos maiores rivais pelo menos em alguns jogos. Sim, houve resultado adversos das equipes tradicionais, mas em um início de temporada no meio de janeiro.

A Globo paga R$ 120 milhões pelo Estadual do Rio, um valor inferior apenas ao do Paulista.

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