Com CT, Fla é um dos poucos times aptos à disputar a Liberta 2019

A Conmebol criou regras a serem seguidas pelos clubes (esportivas, administrativas, jurídicas, de infraestrutura e financeiras).

MARCEL RIZZO: Nenhum dos 47 times que se classificaram para a Libertadores tiveram problemas de obter a licença para disputar a competição nesta temporada. Para 2018, a Conmebol criou regras a serem seguidas pelos clubes (esportivas, administrativas, jurídicas, de infraestrutura e financeiras) para participar de seus torneios, como recomenda a Fifa.

Houve, porém, um escalonamento por três anos (18, 19 e 20) nas obrigações, e para 2019, segundo apuração do blog, ao menos 25 times da atual edição terão que atualizar procedimentos e criar estruturas para estarem aptos a jogar Libertadores e Sul-Americana, caso se classifiquem, por não cumprirem ainda alguns requisitos.

Diego fazendo careta em treino do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
A partir do próximo ano, por exemplo, será obrigatório ter um departamento de futebol feminino, de profissional até a base. É possível se fazer parcerias com times que já existam, um adendo da Conmebol na regra para facilitar o cumprimento dessa regra. Entre os brasileiros que estão na edição 2018 da Libertadores, por exemplo, o Palmeiras é um clube que hoje não conta com esse departamento. A tendência é que seja feita uma parceria.

Com receitas bem maiores do que equipes de países com futebol menos desenvolvido, como Venezuela e Bolívia, os times brasileiros que estão nos torneios da Conmebol já têm melhores estruturas de governança e de infraestrutura. Para 2019, um dos itens que será exigido e que mais chamou a atenção da Conmebol por não ter em estádios de equipes menores é instalação para imprensa e meios de comunicação. Em alguns casos entrevistas são realizadas dentro do campo, no gramado, o que não será permitido no ano que vem.

''Nesse primeiro ano do licenciamento, a ideia da Conmebol é que os clubes compreendam o sistema, como aplicar para obter a licença, documentos necessários e sobretudo que entendam a importância da implementação desse processo na América do Sul. Os requisitos que foram exigidos em 2018 são básicos, mas o sistema de licenças é progressivo e os requisitos irão aumentando ano a ano'', explicou Frederico Nantes, diretor de competições dos clubes da Conmebol.

O que mais preocupa a confederação para 2019, porém, são os requisitos financeiros. Na prática, os clubes precisam produzir um balanço do ano anterior, e auditado, e um orçamento para ano seguinte. No Brasil isso é feito pelos grandes clubes, mas em outros países da América do Sul o amadorismo ainda toma conta de algumas equipes menores que alcançam vagas nos torneios da Conmebol. Há  receio na confederação que times sejam proibidos de participar, principalmente da Sul-Americana, torneio que reúne associações com ainda menos estrutura.

A fiscalização se o clube cumpre ou não os requisitos necessários para a obtenção da licença é obrigação das federações locais, ou seja, no Brasil é da CBF. Mas a Conmebol tem realizado visitas de inspeção para checar documentos e equipamentos.

''As federações nacionais estão sujeitas a sanções em caso que se verifique que uma licença foi outorgada de forma incorreta'', explicou Nantes.


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