Diego é peça-chave no esquema do Flamengo

É o tal "ritmista" que o técnico da seleção brasileira criou para explicar a característica do jogador que ele ainda procura.

GILMAR FERREIRA: Os números do jogo atestam a melhora do Flamengo na vitória sobre o Emelec, em Guayaquil, na noite desta quarta-feira.

Mesmo com menos posse de bola na comparação com a atuação no empate com o River Plate.

Atuando como mandante no 2 a 2 sem torcida, o time teve 58% de posse de bola e dez finalizações.

Dessa vez, como visitante, num George Capwell lotado, ficou com 49% e finalizou 21 vezes.

Foi duas vezes mais do que o adversário (9), que não perdia em casa havia dezesseis jogos, todos pela Série A local.

Diego durante Emelec x Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
O Flamengo, no início, teve dificuldade para se sobrepor, mas logo tomou conta.

E ao tomar conta, por volta dos 15 minutos, fez outros 15 de impressionante superioridade.

E foi neste recorte do jogo que o time percebeu o quanto poderia ser feliz na partida.

Lançou na área as mesmas 18 bolas do primeiro jogo, mas agora com melhora no índice de acerto (39% a 22%).

E foi bem também nos desarmes: tanto no número (27 a 15), como na eficiência (93% a 73%).

É evidente que a virada no placar veio do talento e da capacidade de improviso de Vinícius Júnior.

Mas não dá para deixar passar em branco a boa atuação de Diego _ há muito devida.

É preciso que se diga o quão fundamental foi a atuação do camisa 10, jogando como autêntico ponta-de-lança.

Os 30 passes certos do empate com o River Plate se transformaram em 41, e passes mais produtivos, do tipo que permite a finalização ao gol.

Foram três no primeiro jogo, e cinco nesse _ fora a "ajeitada" que resultou no gol da vitória.

Seja no 4-1-4-1 do início ou no 4-1-3-2 da metade do segundo, Diego é peça-chave.

É o tal "ritmista" que o técnico da seleção brasileira criou para explicar a característica do jogador que ele ainda procura.

E esse Diego, que pensa a criação do jogo, participa da recuperação da bola e não se omite das jogadas ofensivas, confunde Tite.

Há poucos brasileiros em ação jogando dessa forma.

É uma pena que o meia rubro-negro, aos 32 anos, tenha dificuldades para manter essa regularidade.


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