Diego nega falta de cobrança no Flamengo: "A câmera não pega"

ESPORTE INTERATIVO: O ano de 2018 do futebol brasileiro será intenso e passará rápido. O Flamengo olha para o calendário e vê duas competições sendo disputadas ao mesmo tempo, o Campeonato Carioca e a Libertadores, e pelo menos mais duas por vir, o Brasileirão e a Copa do Brasil. Isso em ano de Copa do Mundo, que bate a porta para a tentativa da Seleção de voltar ao topo do globo 16 anos depois.

No meio disso tudo está Diego, que lida com as expectativas da maior torcida do país enquanto tenta ser lembrado por Tite nos próximos meses. Para 2018, o meia mudou de camisa - está com a 10 - e também de posição no novo Flamengo de um volante do técnico Paulo César Carpegiani. Aos 33 anos, o jogador veio de 2017, A segunda temporada mais artilheira da carreira, com 18 gols, para um 2018 em que terá de correr, armar e participar ainda mais se quiser ter sucesso. Ele falou sobre isso com o Esporte Interativo, além de analisar o momento atual, seja individual ou coletivo, e as chances de estar na próxima convocação, a final antes do Mundial de junho.

Diego durante Emelec x Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
"Hoje, brigo diretamente por uma vaga na Copa do Mundo, com 33 anos. Vejo o treinador falando de mim nas coletivas, e sou muito grato. Claro que estava na expectativa (pela convocação para os amistosos contra Rússia e Alemanha), que gostaria de estar lá. Dá aquele sentimento: 'o que estou fazendo e o que poderia fazer melhor?'. Mas, o fato de ser uma possibilidade real me deixa extremamente motivado e confiante. Ainda me sinto fazendo parte desse grupo e com o sonho vivo".

A vitória no Equador (contra o Emelec, no Equador) foi muito importante neste início de temporada. É algo que dá tranquilidade para o trabalho de Carpegiani?

"Sem dúvidas. Toda vitória passa muita confiança. Ainda mais uma dessas, fora de casa, em um torneio difícil e uma chave muito difícil, que é a que nós estamos. Conseguimos superar um obstáculo grande, o que nos deixa mais fortes".

Esse jogo traz mais coisas do que os três pontos? Vocês conseguiram buscar um resultado adverso fora de casa, e depois de um pênalti não marcado.

"Superamos esse momento difícil, de sair atrás e manter a forma de jogar, a coragem de buscar o gol. Foi um momento muito importante, e a equipe foi aprovada. Agora, não podemos nos enganar. Se tratando de Libertadores, nem sempre você vai vencer e convencer. Tem que saber jogar de acordo com o jogo e o estádio, todas as dificuldades durante os 90 minutos. Para vencer a Libertadores, temos que saber lidar com isso. E nós estamos conscientes. Quando puder, também, convencer, é o que nós preferimos".

Chamou atenção a cobrança entre vocês, e parte da torcida associava a falta de resultados com 'falta de empenho'. Para vocês, em algum momento isso mudou, ou sempre existiu esse nível de exigência?

"A cobrança sempre existiu, mas nós temos que tomar o cuidado de não extrapolar. Nós precisamos uns dos outros. As cobranças acontecem internamente. No jogo, tem cobranças que a câmera pega, e outras, não. Nesse jogo, existiram discussões, mas estamos aqui para vencer, e o mais importante é o grupo. Um tem que cobrar o outro, e isso é um sinal de respeito. Você falar o que pensa e querer a melhora do seu companheiro é muito importante, é fundamental para uma equipe vencedora. Até nisso nós temos evoluído, porque jogamos juntos e vamos sabendo a hora de cobrar e a hora de falar outra coisa. Isso aconteceu no último jogo, e ganhamos todos com isso".

O Tite usa a palavra "ritmista" para explicar uma das vagas que ainda está aberta na Seleção. Você se considera assim, acha que está fazendo no Flamengo o que ele busca nesse perfil?

"A decisão de posicionamento parte sempre do jogador. Eu não vou pedir para jogar em uma ou outra posição, isso partiu do Paulo. Como jogador, estou fazendo tudo para que isso dê certo. O Tite já deixou claro o que ele busca e o que ele vê em mim. Estou muito tranquilo quanto a isso. Sei o que ele quer e o que eu posso dar. Nos momentos em que estive na Seleção, tentei mostrar para ele que é uma função em que me sinto à vontade. Se tratando de seleção brasileira, ele tem muitas opções".

Ficou frustrado de não aparecer na última lista?

"Eu procuro ver sempre o lado bom e ser grato. Há mais ou menos dois anos, a seleção brasileira era um sonho distante para mim. Hoje, brigo diretamente por uma vaga na Copa do Mundo, com 33 anos. Vejo o treinador falando de mim nas coletivas, e sou muito grato. Claro que estava na expectativa, que gostaria de estar lá. Dá aquele sentimento: 'o que estou fazendo e o que poderia fazer melhor?'. Mas, o fato de ser uma possibilidade real me deixa extremamente motivado e confiante. Ainda me sinto fazendo parte desse grupo e com o sonho vivo".

O Flamengo começa o ano com um esquema diferente, com você um pouco mais atrás. Como avalia esse funcionamento até para o seu futuro no futebol?

"Estou satisfeito. Realmente, mudou um pouco em relação ao meu funcionamento no ano passado. O Paulo conversou comigo e com outros jogadores para encontrar a melhor forma de usufruir das nossas virtudes. Acho que, até agora, ele tem conseguido, e a tendência é melhorar. Nós, jogadores, queremos nos sentir importantes e participativos. É como estou me sentindo".

Vimos que você está entre os três jogadores com maior média de quilômetros percorridos na temporada. No início do ano, você fazia muitos trabalhos físicos à parte. O que planejou para esse ano e trabalho para continuar mantendo o nível?

"O meu objetivo começa tentando estar bem fisicamente. O futebol está cada vez mais dinâmico, e o meu estilo de jogo requer um preparo muito bom, porque é de movimentação e chegada. Tecnicamente, sei daquilo que posso, e é claro que também treino isso. Mas, a parte física é muito importante com o passar do tempo. Para acompanhar o ritmo e manter o alto nível não é fácil. O nosso sistema, de troca de posição, também requer esse dinamismo".

A título de informação, os dois antes de você são Éverton Cardoso e Cuéllar. Dois jogadores que realmente se desgastam muito.

"Eu procuro acompanhar. A minha comparação é comigo mesmo, do meu melhor momento físico no Flamengo, de como estavam os meus números e o que eu posso fazer para melhorar. A comparação com os outros jogadores a gente acaba vendo. Se tratando de Éverton Cardoso e Cuéllar, é covardia, porque os dois são excepcionais. A gente tem a felicidade de contar com jogadores como esses".

No meio disso tudo está Diego, que lida com as expectativas da maior torcida do país enquanto tenta ser lembrado por Tite nos próximos meses.

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